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Guatemala frustra suposto plano de fuga de filhos de ex-presidente do Panamá

(Arquivo) Luis Enrique Martinelli e Ricardo Martinelli Jr., filhos do ex-presidente panamenho Ricardo Martinelli (2009-2014), após serem presos na Cidade da Guatemala, em 6 de julho de 2020 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 02. julho 2021 - 01:12
(AFP)

As autoridades da Guatemala informaram nesta quinta-feira (1º) que frustraram um suposto plano de fuga de dois filhos do ex-presidente do Panamá Ricardo Martinelli, preso há um ano no país por um caso de corrupção.

Graças à “informação e apoio da inteligência internacional sobre a possível fuga dos irmãos Martinelli, ontem (quarta-feira) foi decidido reforçar a segurança em Mariscal Zavala”, base militar onde funciona uma prisão, disse o ministro do Interior, Gendry Reyes, à rádio local Sonora.

O porta-voz do ministério, Pablo Castillo, depois especificou que a instituição recebeu "informação oportuna por meio de um alerta de agências de inteligência internacional dos Estados Unidos" sobre a "iminente fuga dos irmãos Martinelli Linares".

Isso levou a uma busca no presídio de segurança máxima, localizado a leste da capital, na madrugada de quinta-feira. Foram apreendidos telefones celulares, armas brancas e bebidas alcoólicas, além da descoberta de menores de idade e conviventes dos presos. O diretor da prisão será processado.

“Os irmãos Martinelli Linares foram isolados e estão em um local sob medidas de segurança, a fim de evitar qualquer intenção de fuga”, acrescentou Castillo.

Os filhos do ex-governante panamenho, Luis Enrique (39) e Ricardo Alberto Martinelli Linares (41), estão detidos desde 6 de julho de 2020 na Guatemala. Ambos são processados pela justiça americana, que os acusa de lavagem de dinheiro relacionada ao caso da construtora brasileira Odebrecht.

Um tribunal criminal guatemalteco autorizou em maio a extradição para os Estados Unidos de Luis Enrique, enquanto a decisão judicial sobre seu irmão está pendente.

Os Martinellis são acusados de crimes de lavagem de dinheiro e foram presos no aeroporto internacional da Cidade da Guatemala quando tentavam embarcar em um voo humanitário privado para seu país, devido à pandemia de covid-19.

"Os dois acusados teriam participado" do plano da Odebrecht, que pagou "mais de 700 milhões de dólares em subornos a funcionários do governo" na América Latina, segundo o Departamento de Justiça dos EUA.

Dias depois da prisão, o Parlamento Centro-Americano, com sede na Guatemala, descartou a tomada de posse dos irmãos Martinelli como deputados suplentes, após suspeitas de que eles estavam tentando se valer da imunidade parlamentar para evitar sua extradição.

O pai, Panamá Ricardo Martinelli, também enfrenta acusações pelo esquema de corrupção da Odebrecht, entre outras. Em liberdade, ele registrou um novo partido político e expressou sua intenção de se candidatar nas eleições presidenciais de 2024.

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