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Guatemala repatria corpo de menina de 7 anos que morreu nos Estados Unidos

Caixão com o corpo de Jakeline Caal, a menina guatemalteca que morreu depois de atravessa a fronteira com EUA, cehga à Cidade da Guatemala em 23 de dezembro de 2018 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 24. dezembro 2018 - 01:01
(AFP)

O corpo da menina Jakelin Caal, de sete anos, que morreu há duas semanas em um hospital dos Estados Unidos sob custódia depois de atravessar a fronteira com seu pai, foi repatriado no domingo à capital da Guatemala.

O caixão foi recebido por funcionários do ministério das Relações Exteriores. Um carro fúnebre iniciou o transporte do corpo da menina para o remoto vilarejo indígena de San Antonio Secortez, na região norte do país, onde sua família aguarda.

A viagem tinha duração prevista de 10 horas até a pequena comunidade rural do município de Raxruhá, de onde a menina saiu com seu pai Nery Caal, de 29 anos, no dia 30 de novembro.

"Apesar da ausência de um resultado final da necropsia e da causa da morte, conseguimos fazer a repatriação o mais rápido possível", declarou Marta Larra, porta-voz do ministério das Relações Exteriores.

Larra afirmou que o país aguarda o fim da investigação das autoridades americanas sobre a morte da menina em um hospital da cidade de El Paso, no Texas, para onde foi levada depois de ser detida ao lado do pai com um grupo de 163 migrantes no dia 6 de dezembro.

Após a detenção, no estado do Novo México, Jakelin apresentou um quadro de febre, vômitos e convulsões. Ela foi atendida inicialmente por uma equipe de emergência da patrulha de fronteira e depois levada para o centro médico, onde faleceu em 8 de dezembro.

A morte de Jakelin provocou uma nova comoção no debate migratório nos Estados Unidos. Milhares de centro-americanos tentam fugir de seus países para escapar da pobreza e da violência.

Enquanto a família em seu vilarejo na Guatemala aguarda a chegada do corpo de Jakelin, o pai da menina permanece nos Estados Unidos, com uma permissão especial de liberdade concedida pelas autoridades migratórias americanas.

Domingo Caal, pai de Nery, afirmou que não conversou sobre os planos do filho no território americano ao considerar que ele está em uma situação "muito dura". Sobre a morte de Jakelin, o avô afirmou que não podem condenar ninguém pela tragédia.

As autoridades da Guatemala afirmaram que "medidas urgentes" são necessárias, tanto para "sensibilizar" os guatemaltecos do perigo de viajar até o México para depois seguir aos Estados Unidos como para combater a pobreza.

Na semana passada, uma delegação de congressistas americanos viajou ao Novo México para investigar a morte de Jakelin e denunciaram "falhas sistêmicas" no processo e condições de higiene deploráveis.

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