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Guerrilha do ELN anuncia cessar-fogo na Semana Santa na Colômbia

'Governo-ELN: não saiam da mesa (de negociações)', diz mensagem escrita no chão durante manifestação em Medellín, Colômbia, 25 de janeiro de 2019 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 11. abril 2019 - 23:58
(AFP)

A guerrilha do ELN anunciou nesta quinta-feira (11) um cessar-fogo unilateral entre 14 e 21 de abril, quando os católicos celebram a Semana Santa, e defendeu a retomada dos diálogos de paz encerrados pelo governo da Colômbia.

"Realizaremos um cessar-fogo unilateral de operações ofensivas nesta Semana Santa (...) Durante esses dias, agiremos de forma defensiva, ou seja, só responderemos se formos atacados", informou o Exército de Libertação Nacional (ELN) em um comunicado.

A carta da considerada última guerrilha da Colômbia é uma resposta a uma convocação feita em 4 de abril por ex-negociadores de paz e do outrora grupo rebelde das Farc para que dessem uma demonstração do desejo de superar o conflito armado de meio século mediante o diálogo.

"Reiteramos nossa decisão de avançar para a paz, de continuar com os Diálogos e a Mesa de Conversações", acrescentaram os rebeldes guevaristas.

A mesa de conversações, instalada pelo governo do ex-presidente Juan Manuel Santos e o ELN em 2017, foi suspensa pelo presidente Iván Duque, que assumiu o cargo em agosto com a bandeira de modificar o pacto com as Farc e endurecer as condições das conversas com o ELN.

Duque sepultou o moribundo processo de negociação desenvolvido em Cuba depois que os rebeldes ativaram em 17 de janeiro um carro-bomba em uma academia de polícia em Bogotá, que deixou 21 estudantes mortos, além do atacante.

O Alto Comissário para a Paz, Miguel Ceballos, reiterou nesta quinta-feira à imprensa que os diálogos só serão iniciados se houver um cessar dos sequestros e de toda a ação criminosa por parte do ELN.

"Tomara que (o anúncio do cessar-fogo) não seja o presságio de uma nova tragédia, as duas últimas declarações de cessar-fogo deixaram um total de 28 policiais mortos", afirmou, em alusão a investidas rebeldes após a suspensão das tréguas.

Surgida em 1964 e com inspiração na revolução cubana e na Teologia da Libertação, uma corrente do catolicismo favorável aos pobres, o ELN conta com 1.500 combatentes e opera em uma dúzia dos 32 departamentos (estados) colombianos.

Com menor capacidade de fogo que as Farc, transformadas em partido político após o acordo de paz de 2016, mas com extensa rede de apoio, o ELN costuma anunciar tréguas unilaterais nestas datas ou no fim de ano.

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