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(2014) O então ministro da Fazenda, Guido Mantega

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A Polícia Federal deteve nesta quinta-feira Guido Mantega, ministro da Fazenda nas presidências de Lula e Dilma Rousseff, no âmbito da operação Lava Jato, que investiga as redes de corrupção na Petrobras, informou a imprensa, citando o advogado desta figura de peso do PT.

Mantega, segundo seu advogado José Roberto Batochio, foi detido pela manhã em um hospital de São Paulo, onde acompanhava a sua esposa, que acabava de ser operada, disse o site G1. A informação da detenção também foi dada pelo site UOL, do grupo Folha.

A Polícia Federal indicou que às 10h00 fará uma coletiva de imprensa junto ao Ministério Público de Curitiba para fornecer informações sobre a 34ª fase da Operação Lava Jato, que investiga a trama de subornos pagos por grandes construtoras a políticos para obter licitações na Petrobras.

Nesta fase, chamada "Arquivo X", foram mobilizados 180 agentes que cumprem 49 ordens judiciais, entre elas oito mandados de prisão temporária e oito mandados de condução coercitiva, em cinco estados brasileiros e no Distrito Federal.

As operações e detenções estão relacionadas a suspeitas de "fraude do processo licitatório, corrupção de agentes públicos e repasses de recursos a agentes e partidos políticos responsáveis pelas indicações de cargos importantes" na Petrobras, assim como por parte de "empresas (que) se associaram na forma de consórcio para obter os contratos de construção das duas plataformas, muito embora não possuíssem experiência, estrutura ou preparo para tanto", segundo um comunicado da PF.

Sem citar explicitamente Mantega ou o PT, o comunicado acrescenta que "no ano de 2012, um ex-ministro da Fazenda teria atuado diretamente junto ao comando de uma das empresas para negociar o repasse de recursos para pagamentos de dívidas de campanha de partido político da situação".

O juiz Sérgio Moro, que dirige a parte da Operação Lava Jato que envolve as pessoas sem foro privilegiado (legisladores e ministros em funções), aceitou na terça-feira as denúncias contra o ex-presidente Lula (2003-2010) por suposta corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

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AFP