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(Arquivo) Autoridades da Guiné-Bissau suspenderam até nova ordem as atividades de todos os veículos de comunicação portugueses naquele país

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Autoridades da Guiné-Bissau suspenderam até nova ordem as atividades de todos os veículos de comunicação portugueses naquele país, informou o ministro da Comunicação, Victor Pereira.

A medida afeta a Rádio e Televisão Portuguesa (RTP), a Rádio Difusão Portuguesa (RDP) e a agência de notícias Lusa.

Segundo o ministro, a decisão se deve a uma falta de respeito dos acordos assinados entre os dois países em 1997.

"O acordo expirou há vários anos e deveria ter sido revisto antes do prazo que fixamos (30 de junho). Faz 14 anos que pedimos a revisão do memorando de entendimento, mas os portugueses se fingiram de surdos", indicou o ministro, acrescentando que a "suspensão será retirada quando as autoridades portuguesas considerarem a necessidade de se sentar à mesa para renegociar os acordos de 1997".

O acordo em questão previa a instalação em Guiné-Bissau de uma delegação da RTP, a formação de técnicos e jornalistas guineenses e trocas de programas.

O governo português classificou a decisão do Executivo de Guiné como "um atentado à liberdade de expressão e à liberdade de imprensa".

Em um comunicado enviado pelo ministério das Relações Exteriores, Lisboa "lamenta profundamente a ameaça de suspensão das atividades da RTP, da RDP e da Agência Lusa em Guiné-Bissau" e considera que "este tipo de ultimato é inaceitável, especialmente quando se tratam de dois países ligados por laços tão estreitos".

"Tal intenção constitui igualmente um atentado à liberdade de expressão e à liberdade de imprensa, princípios expressamente consagrados na Constituição da República da Guiné-Bissau e igualmente garantidos através dos compromissos internacionais que a Guiné-Bissau assumiu no plano multilateral, incluindo no âmbito das Nações Unidas e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa", ressalta a nota do governo português.

AFP