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Palestinos desabrigados chegam com seus pertences a um acampamento, na tentativa de buscar proteção contra os ataques aéreos israelenses, em Gaza.

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Um líder do Hamas acusou Israel de ser responsável pela volta da violência a Gaza e advertiu que o Estado hebreu não estará "em segurança" enquanto os palestinos não estiverem.

Pouco depois do fim do cessar-fogo, rompido com disparos de foguetes palestinos em direção a Israel e com ataques aéreos contra a Faixa de Gaza, Ezzat al-Rishq declarou: "Israel não estará em segurança enquanto o povo palestino não estiver, e foi Israel que começou".

O chefe da delegação palestina nas negociações no Cairo, Azam al Ahmed, confirmou que "o cessar-fogo está morto e Israel é o responsável".

Ahmed, que abandonará o Cairo na manhã desta quarta-feira, disse que não haverá negociações até que Israel responda a proposta palestina para a trégua.

O cessar-fogo mantido desde 11 de agosto na Faixa de Gaza terminou à meia-noite (18H00 Brasília) de terça-feira, em meio ao bombardeio de Israel e a disparos de foguetes do território palestino.

O braço armado do Hamas afirmou ter disparado um foguete na noite de terça-feira em direção a Jerusalém, onde as sirenes de alerta soaram. Ao que parece, o foguete foi interceptado pelo sistema de defesa anti-mísseis posicionado fora da zona urbana.

Em resposta, um ataque aéreo israelense atingiu uma casa em Gaza, matando uma menina e uma mulher e ferindo outras 16 pessoas, de acordo com o porta-voz dos serviços de emergência locais, Ashraf al-Qodra.

Testemunhas disseram à AFP que pelo menos três mísseis atingiram a casa, localizada perto das instalações da estação de rádio Al-Aqsa, do movimento Hamas, que controla o enclave palestino.

Desde 8 de julho, o atual conflito na Faixa de Gaza matou mais de 2 mil palestinos, a maioria civis, e 64 militares e três civis do lado israelense.

AFP