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Localidade de Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza, em 6 de junho de 2017

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O fornecimento de energia elétrica foi perturbado novamente na Faixa de Gaza, sob controle do Hamas, neste sábado, e dirigentes do grupo acusaram a Autoridade Palestina, no poder na Cisjordânia ocupada, de bloquear os pagamentos de combustível ao Egito.

Dois dos três geradores da única central elétrica de Gaza não funcionam, porque "a Autoridade Palestina em Ramalá cessou todas as transações financeiras mediadas por bancos palestinos para comprar combustível do Egito", afirmou a Autoridade de Eletricidade do Hamas.

"Isso levou à interrupção há dois dias das entregas de combustível procedente do Egito", completou.

A Autoridade de Energia de Gaza paga ao Egito pelo combustível que recebe, mas deve realizar as transferências em bancos palestinos situados na Cisjordânia e regidos pelas leis da Autoridade Palestina.

A empresa de distribuição de eletricidade confirmou que só funcionava um gerador, que produzir 23 megawatts de energia. Somando todas as fontes, isso significa que Gaza conta, atualmente, com um total de 93 megawatts por dia.

Para cobrir as necessidades da população palestina na Faixa de Gaza, são necessários mais de 500 megawatts.

O presidente palestino Mahmud Abas, que dirige a Autoridade Palestina, tentou pressionar o Hamas recentemente.

Seu governo deixou de pagar o fornecimento de energia a Gaza, levando Israel, principal provedor de eletricidade ao enclave palestino, a reduzir suas entregas.

Com a redução, o território, com 2 milhões de habitantes e duramente afetado pela pobreza crônica, chegou a ter apenas 2 horas de energia por dia.

O Egito inverveio para fornecer combustível à única central elétrica de Gaza, mas, agora, essa ajuda de provisões também está ameaçada.

As entregas egípcias ajudaram a firmar a melhora das relações entre Cairo e Hamas.

O porta-voz da Autoridade Palestina, Tarek Rishmawi, reagiu declarando à AFP que a "principal razão para a degradação da situação de Gaza é a recusa do Hamas à iniciativa de reconciliação, do presidente Mahamud Abas".

AFP