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Líder do Hamas, Ismail Haniyeh, em entrevista coletiva em Gaza, em julho de 2017

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O movimento islamita palestino Hamas anunciou neste domingo (17) a dissolução de um polêmico conselho, considerado um obstáculo à unidade interpalestina, e convocou seu rival Fatah para novas conversas de reconciliação.

Este anúncio foi favoravelmente acolhido pela ONU e pelo Fatah, do presidente Mahmud Abbas, mas ainda não está claro como essa proposta do Hamas permitirá uma aproximação entre ambos os lados.

"Em resposta aos esforços egípcios, o Hamas anunciou a dissolução do 'comitê administrativo' na Faixa de Gaza e concordou em travar conversas sobre a reconciliação e para organizar eleições gerais", segundo um comunicado divulgado hoje.

O Hamas criou em março esse "comitê administrativo", formado por sete lideranças do movimento para administrar os assuntos do território. O órgão era visto pelo presidente Abbas como um governo paralelo que obstaculizava a reconciliação palestina.

Desde sua criação, o presidente Abbas se esforçou para enfraquecer o Hamas e, nessa demonstração de força, bloqueou, em particular nos últimos meses, os pagamentos da energia fornecida por Israel a Gaza.

Com sede na Cisjordânia e dirigida por Abbas, a Autoridade Palestina é reconhecida pela comunidade internacional. Contrapõe-se ao Hamas desde que este a expulsou da Faixa de Gaza em 2007, quase provocando uma guerra civil.

Este anúncio do Hamas surge dias depois de uma visita ao Cairo, por parte de seu líder, Ismail Haniyeh. Foi sua primeira viagem a esse país desde sua eleição em maio.

As relações entre Egito e Hamas se degradaram desde a queda, em 2013, do presidente Mohamed Mursi, membro da Irmandade Muçulmana - movimento do qual a formação palestina também procede.

Em resposta, um dirigente do Fatah, Azzam al-Ahmad, falou em uma reunião entre os dois partidos para debater um documento sobre a reconciliação.

"O governo palestino deve, agora, retornar para Gaza para exercer sua autoridade, tal como faz na Cisjordânia", disse Al Ahmad, citado pela agência oficial Wafa.

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AFP