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Vista de Honolulu, no Havaí, em 13 de janeiro de 2018

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A confusão e o nervosismo se espalharam entre a população do Havaí, após um aviso ser enviado aos celulares alertando para a chegada de míssil balístico, uma ameaça rapidamente desmentida pelas autoridades do arquipélago americano.

Neste sábado, pouco após as 8h locais (16h de Brasília), várias pessoas, inclusive a deputada democrata Tulsi Gabbard, anunciaram nas redes sociais terem recebido a mensagem em seus celulares, por meio do sistema de alertas oficiais Amber.

"Ameaça de míssil balístico em direção ao Havaí. Busque um abrigo imediato. Isto não é um exercício", dizia a mensagem.

O governador do Havaí, David Ige, e a agência local de situações de emergência (EMA) afirmaram que o arquipélago não estava sob a ameaça de um míssil balístico, em meio a um contexto geopolítico tenso, devido às ameaças de ataque nuclear feitas pela Coreia do Norte contra interesses americanos.

Ige disse que o erro aconteceu durante a troca das equipes de trabalho do EMA. No teste regular da troca de turno, "alguém apertou o botão errado".

O governador pediu, contudo, para "ter confiança no nosso sistema", indicando que fará o possível para que situações semelhantes não voltem a ocorrer.

A Casa Branca afirmou que o presidente Donald Trump foi informado sobre o incidente.

- Falha épica -

Em entrevista coletiva, o diretor do EMA, Vern Miyagi, pediu desculpas pelo erro e assumiu a responsabilidade pelo incidente. Ele se recusou, contudo, a dizer se o agente que enviou o alerta falso seria punido. "Esse homem se sente mal", disse. "Não fez isso de propósito.

A secretária de Segurança Interna, Kirstjen Nielsen, pediu à população para "não tirar uma conclusão equivocada" do incidente no Havaí.

"Podem confiar nos sistemas do governo, testamos eles diariamente. Esse foi um erro muito desafortunado, mas esses alertas são vitais, os segundo e minutos podem salvar vidas", disse neste domingo à Fox News.

"Detestaria que ninguém atendesse às advertências do sistema do governo", acrescentou a responsável, indicando que as autoridades locais e estatais trabalham para "garantir que isso não volte a acontecer".

Mas as críticas surgiram rapidamente. O sistema de alertas demorou cerca de 40 minutos para desmentir a mensagem falsa através de um novo comunicado.

"É uma falha épica de liderança", disse a deputada Gabbard, que confirmou com entidades de defesa que tratava-se de um alarme falso muito antes das autoridades havaianas.

"É inaceitável isso acontecer, mas o fato de levar tanto tempo para enviar uma segunda mensagem para acalmar as pessoas é algo que tem que ser solucionado", acrescentou Gabbard ao canal ABC News.

- Abrigo no porão -

Moradora do Havaí, Alison Teal, disse por e-mail à AFP que quando recebeu o alerta viveu o pior momento de sua vida".

"Corri para a minha família e alertei a todos na praia que tinham que fugir. Meu companheiro correu para casa. Todo mundo estava em pânico", contou.

Até descobrirem que era apenas um erro, quase uma hora depois, passou-se uma eternidade, segundo ela.

Lauren McGowan, de férias na ilha de Maui, onde fica Honolulu, contou à AFP que funcionários do hotel Montage Kapalua Bay lhe pediram que se abrigasse no porão da cafeteria dos empregados.

"Ninguém entrou em pânico, mas foi confuso".

A emissora Hawaii News Now divulgou imagens de estudantes da Universidade do Havaí, em Manoa, bairro de Honolulu, correndo para se refugiar.

Um apresentador da meteorologia de Nashville, Jim Jaggers, tuitou uma foto de sua família escondida em um armário.

O alerta falso foi enviado apenas um mês após o Havaí testar seu sistema de sirenes para ataque nuclear. O estado realiza essas simulações - as primeiras do tipo desde a Guerra Fria - mensalmente para testar o sistema de sirenes, disse um funcionário de gestão de emergências à AFP.

Nos últimos meses, a Coreia do Norte realizou vários lançamentos de mísseis. Em setembro, fez seu sexto teste nuclear, o mais poderoso até então.

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AFP