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(4 ago) A atriz na pré-estreia do filme em Nova York

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Com produção de Steven Spielberg e Oprah Winfrey e protagonizada pela britânica Helen Mirren, a comédia "A 100 Passos de um Sonho" mostra a cozinha como um choque de culturas e um ponto de encontro.

O filme, adaptação do livro de Richard Morais "The Hundred Foot Journey", tem direção do sueco Lasse Hallström e previsão de estreia nos cinemas do Brasil para 28 de agosto.

A comédia conta a história de uma família de cozinheiros da Índia cujo restaurante é incendiado em um ataque anti-islâmico e decide emigrar.

Após uma escala em Londres, onde o jovem chef Hassan (Manish Dayan) estabelece que "as verduras não têm alma", a família decide mudar-se para uma pequena cidade francesa digna de cartão postal: Saint-Antonin.

Na localidade, a família abre um novo restaurante, "Maison Mumbai", diante do "Saule Pleureur", um local que tem uma estrela no Guia Michelin e é comandado por Madame Mallory (Helen Mirren).

Entre pombos assados e frangos tandoori, nasce um duelo de civilizações com as tensões raciais na França como pano de fundo.

O filme segue a mesma receita de "Chocolate" (2000), longa-metragem de maior bilheteria da carreira de Hallstöm, diretor de filmes como "Minha Vida de Cachorro" (1985), "Gilbert Grape: Aprendiz de Sonhador"(1993) e "Regras da Vida" (1999).

Enquanto o filme, que tem distribuição dos estúdios Disney, desenvolve a trama, leva aos espectadores o desejo de visitar os Pirineus e provoca água na boca com pratos exóticos, tortas e carnes. Tudo isto com uma trilha sonora que vai da Marselhesa à música bhangra.

Entre bandejas de aperitivos e piqueniques ao ar livre, o filme não aproveita todo o carisma de seus intérpretes. Apesar dos diálogos divertidos, o roteiro é bastante convencional.

A vencedora do Oscar Helen Mirren faz uma boa paródia da idosa francesa que defende suas tradições ("Aqui a cozinha não é um casamento velho e cansado, é um romance apaixonado romance") e não esconde a arrogância ("Se a sua cozinha se parece com a sua música, sugiro que baixe o volume").

"O filme é uma declaração de amor a França", disse à AFP a coprodutora Juliet Blake.

"Não é apenas uma história sobre a comida, e sim sobre as pessoas sentadas ao redor da mesa. Cozinhar é um grande igualador, você pode atravessar fronteiras e culturas. Todos somos imigrantes. Se não em nossa geração, em alguma anterior à nossa", afirmou.

Depois de ler o livro e ficar apaixonada pela história, Juliet Blake comprou os direitos para uma adaptação cinematográfica e propôs o projeto à rainha do entretenimento nos Estados Unidos, Oprah Winfrey, que entrou no projeto, e depois a Dreamworks, produtora de Steven Spielberg.

"Steven se envolveu muito no filme, sobretudo no elenco", revela a coprodutora.

"Foi ele quem sugeriu que Manish Dayal interpretasse Hassan".

AFP