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Máximo Kirchner, filho de Cristina e Néstor, é visto em 25 de maio de 2015

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Máximo Kirchner se lança pela primeira vez na corrida eleitoral argentina aos 38 anos, como candidato a deputado e herdeiro político de seus pais, a presidente Cristina Kirchner e o falecido ex-presidente Néstor Kirchner.

"Na política não existem sobrenomes milagrosos, há projetos políticos que são projetos de vida", afirmou Máximo em seu único discurso público até agora, feito em setembro de 2014 para 40 mil jovens militantes de seu partido.

Mas levar Kirchner no nome, neste caso, tem um peso relevante - a tal ponto que as autoridades do governo peronista na província de Santa Cruz (na Patagônia, sul do país) tiveram que dar a ele o primeiro lugar na lista para disputar dois assentos na Câmara dos Deputados. Máximo vive na fria e inóspita capital da província, Río Gallegos.

Santa Cruz é um dos distritos mais despovoados da Argentina, com 320.000 habitantes e cerca de 245.000 km² na região austral. Tem produção petroleira e agrícola, mas entre suas atividades econômicas predominam o funcionalismo público e o turismo.

A chefe de Estado, peronista de centro-esquerda, termina em 10 de dezembro seu segundo e último mandato. Néstor Kirchner foi presidente entre 2003 e 2007, depois da pior crise histórica do país 'hermano'. Morreu em 2010, vítima de um ataque cardíaco.

- Um desconhecido -

Ativista do governo nos bastidores, foi curioso descobrir como era o tom de voz e as frases ditas por Máximo durante o ato do poderoso grupo juvenil político La Cámpora, liderado por ele.

Desde então, nunca mais falou em um comício e não concede entrevistas. Agora que sua mãe decidiu não integrar nenhuma lista, nem mesmo para deputada do Parlamento do Mercosul, ele será o único Kirchner nas eleições nacionais.

"Não era necessário que Cristina se candidatasse. O voto arrastado por sua aprovação de 50% do eleitorado está garantido" para o governo, afirmou o cientista político Federico Aurelio.

O primeiro grande teste nas urnas será em 9 de agosto, com as eleições primárias, abertas e obrigatórias, chamadas PASO, com um padrão de 32 milhões de cidadãos.

Para este turno, o governo fechou uma coalizão com o governador da província de Buenos Aires e candidato a presidente Daniel Scioli.

Máximo Kirchner é apenas mais um entre dezenas de 'camporistas' e funcionários do governo incluídos no sábado no fechamento das listas.

A votação voltará a ser aberta em 25 de outubro, quando será eleito o novo presidente e se renovará metade da Câmara dos Deputados e um terço do Senado.

A nível nacional, as pesquisas revelam que o grande adversário de Scioli será o prefeito direitista da capital, o magnata Mauricio Macri.

"É uma honra para mim para representar o povo da província de Santa Cruz", afirmou Máximo em um breve comunicado lido na noite de sábado pelo canal de televisão C5N. Fiel ao seu estilo, não fez nenhuma aparição pública e se refugiou em um comitê político de Santa Cruz com seus correligionários.

AFP