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A ex-secretária de Estado americana Hillary Clinton

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A ex-secretária de Estado do governo Obama Hillary Clinton culpou o presidente americano, em uma entrevista publicada neste domingo, por ter deixado um vazio de poder na Síria que teria favorecido os jihadistas, e defendeu a ofensiva de Israel na Faixa de Gaza.

Hillary criticou a decisão dos Estados Unidos de não apoiarem militarmente os opositores do presidente Bashar al-Assad, o que, a seu ver, abriu caminho para a facção rebelde mais extrema, o Estado Islâmico (EI), que, hoje, avança no Iraque.

"O fracasso em ajudar a construir uma força confiável de combate daqueles que originaram os protestos contra Assad - havia islamitas, laicos, havia de tudo no meio -, o fato de não ter feito isso, deixou um grande vazio que, agora, os jihadistas preencheram", disse Hillary à "The Atlantic".

A ex-primeira-dama, entrevistada antes da decisão de Obama de lançar ataques aéreos contra o EI no norte do Iraque, sugeriu que falta ao presidente uma estratégia para enfrentar a ameaça jihadista.

"Uma das razões pela quais me preocupo com o que está acontecendo no Oriente Médio é a capacidade de escape dos grupos jihadistas, que pode afetar a Europa e os Estados Unidos", disse Hillary.

Sobre a situação na Faixa de Gaza, ela considerou que "Israel fez o que deveria para responder aos ataques com foguetes" do Hamas.

"Israel tem o direito de se defender. As manobras do Hamas para esconder foguetes, centros de comando e entradas de túneis em áreas civis complicam a resposta de Israel", assinalou.

A ex-secretária de Estado defendeu, ainda, as tentativas de Israel de evitar vítimas civis. "Não conhecemos uma só nação, sem importar seus valores, que não tenha cometido erros, mas, no final, a responsabilidade por tudo recai sobre o Hamas", afirmou.

Clinton chamou a atenção para o antissemitismo crescente, principalmente na Europa, onde há "infinitamente mais manifestações contra Israel do que contra a Rússia, que se apoderou de parte da Ucrânia e abateu um avião comercial".

AFP