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Luvas e botas usadas em centro de tratamento do Ebola em Monróvia, na Libéria, em 24 de julho de 2014.

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Um homem deu entrada esta segunda-feira no hospital Monte Sinai de Nova York com sintomas similares aos do Ebola e estava sendo submetido a exames para saber se tinha sido infectado pelo vírus, informou o serviço de imprensa do hospital.

"Nas primeiras horas da manhã desta segunda-feira, 4 de agosto, um paciente com febre alta e sintomas gastro-intestinais se apresentou no serviço de urgência do hospital Monte Sinai de Nova York", anunciou o centro médico em comunicado enviado à AFP.

"O paciente tinha viajado recentemente a um país da África Ocidental, onde o Ebola foi reportado. Ele foi colocado em estrito isolamento e está sendo submetido a exames médicos para determinar as razões de seus sintomas", acrescentou.

Desde 1º de agosto, 887 pessoas morreram no oeste da África, vítimas da mais recente epidemia de Ebola, segundo a Organização Mundial da Saúde. Desde que apareceu em 1976, o vírus matou dois terços dos infectados.

Dois americanos, um médico e uma missionária, que trabalhavam na Libéria, foram infectados com o vírus recentemente.

O doutor Kent Brantly foi repatriado no sábado para os Estados Unidos e a missionária Nancy Writebol, que trabalhava com ele, será levada na terça-feira no mesmo avião sanitário.

A doença é relativamente difícil de se contrair e o vírus por si não é muito resistente, pois pode ser combatido com sabão e água quente. Para ser transmitido, o vírus precisa do contato com fluidos corporais: sangue, vômitos, saliva, suor e excrementos.

Apesar da falta de uma vacina, o tratamento - hidratação, paracetamol contra a febre e antibióticos para as possíveis infecções - pode ajudar a vencer o vírus, cuja taxa de mortalidade varia entre 25% e 90%.

AFP