Um homem na casa dos quarenta anos foi preso por terrorismo após um ataque com faca que deixou vários feridos nesta sexta-feira (11) em um shopping de Manchester, no norte da Inglaterra.

O agressor, "armado com uma grande faca", agiu sozinho e sua motivação ainda não foi confirmada, declarou uma autoridade da polícia de Manchester, Russ Jackson, em coletiva de imprensa.

"Ele começou a avançar bruscamente e a atacar as pessoas com uma faca", detalhou. "Pareceu (um ataque) indiscriminado, muito brutal e extremamente assustador para todos que testemunharam".

O ataque ocorreu por volta das 11h15 locais (7h15 de Brasília). A polícia mobilizou um importante dispositivo de segurança nesta cidade do norte da Inglaterra, atingida em 2017 por um ataque a bomba que matou 22 pessoas ao final de um show da cantora pop americana Ariana Grande.

Dada a "localização do incidente e sua natureza, os agentes da polícia antiterrorista estão conduzindo as investigações", afirmou a polícia em comunicado.

O suspeito foi preso, e os investigadores seguem "abertos" a outras pistas, de acordo com a polícia.

Vídeos postados nas redes sociais mostram policiais controlando um homem no chão.

O número de feridos fornecido pela polícia variou várias vezes: de cinco feridos, para três, antes de voltar a cinco na coletiva de imprensa.

Duas mulheres que foram esfaqueadas se encontram em condição "estável", segundo a polícia. Um homem de 50 anos também foi ferido a facadas, de acordo com a mesma fonte.

No Twitter, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, disse que ficou "chocado" ao saber do ataque e enviou seus "pensamentos" às vítimas, agradecendo aos serviços de socorro e aos investigadores.

Segundo a imprensa local, o shopping de Arndale, onde o ataque aconteceu, foi evacuado. Um importante dispositivo de segurança foi estabelecido na área.

Uma testemunha que estava no local no momento do incidente, chamada Jordan, disse à agência de notícias PA que viu um "homem com uma faca correndo na direção de várias pessoas".

Logo depois, "os agentes de segurança ordenaram que os funcionários das lojas do shopping fechassem suas portas e direcionassem os clientes para o fundo das lojas", acrescentou o jovem de 23 anos, que trabalha em uma das lojas do shopping.

Freddie Houlder, de 22, disse à PA que ouviu "gritos do lado de fora" da loja em que estava.

Uma mulher entrou no estabelecimento, contando que um homem acabara de esfaqueá-la. "Felizmente, ela usava uma jaqueta grossa", disse ele, explicando que essa mulher havia, inicialmente, pensado se tratar de uma faca falsa, mas "caiu em prantos" quando a polícia lhe disse que era verdadeira.

Segundo o jovem, o agressor estava tentando esfaquear pessoas "aleatoriamente".

A cidade de Manchester foi atingida há mais de dois anos por um ataque extremista. Em 22 de maio de 2017, Salman Abedi explodiu uma bomba na saída de uma enorme casa de espetáculos, onde a estrela pop americana Ariana Grande encerrava uma apresentação.

No episódio, 22 pessoas foram mortas, incluindo sete crianças, e 260 pessoas ficaram feridas.

Um comitê parlamentar concluiu que os serviços de Inteligência britânicos haviam perdido várias oportunidades para impedir o jihadista de cometer seu ataque.

Em 1996, o shopping foi alvo de um atentado reivindicado pelo Exército Republicano Irlandês (IRA), que deixou 212 feridos.

Uma caminhonete explodiu em frente a uma das entradas do prédio. Mais de 1.000 m2 de escritórios e lojas foram destruídos, causando 880 milhões de euros de danos.

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