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(Arquivo) A Casa Branca, em Washington, DC

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Um homem lançou o seu carro nesta quarta-feira contra um monumento aos Dez Mandamentos instalado aos pés do Capitólio do estado americano do Arkansas, no último episódio da polêmica causada por esta obra inaugurada na véspera.

O impacto intencional quebrou em vários pedaços o monólito de cerca de 1,80 m de altura, retirado na manhã desta quarta-feira.

Michael Reed, de 32 anos, foi preso e será processado por "vandalismo de um bem de interesse geral" e "invasão criminosa" de um terreno público da capital do estado, Little Rock, segundo confirmou à AFP o gabinete do xerife.

O homem foi filmado quando lançava o seu carro, durante a noite, contra o monumento de granito. "Liberdade!", gritou antes de se chocar contra a obra, de acordo com um vídeo publicado em sua conta no Facebook.

"Um idiota no meu estado destruiu de uma vez os Dez Mandamentos", comentou no Twitter o ex-pastor Batista e ex-governador do Arkansas Mike Huckabee.

"Não se trata de Moisés ou do Monte Sinai", acrescentou Huckabee, referindo-se às tábuas nas quais, segundo o livro do Êxodo, Deus gravou o Decálogo antes de Moisés as quebrar.

O incidente levantou a polêmica causada pela instalação de um símbolo cristão no terreno de um edifício público que abriga a sede do Poder Legislativo do Arkansas.

A primeira emenda da Constituição americana proíbe o estabelecimento de uma religião nacional ou a preferência de uma religião sobre outra.

Sobre este fundamento, a ACLU, maior organização americana de defesa dos direitos civis, anunciou a sua intenção de empreender uma ação judicial contra o monumento.

Os defensores da obra afirmam que ela evoca a História e as raízes cristãs dos americanos, e que não custou dinheiro aos contribuintes. Baseiam-se em uma decisão de 2005 da Suprema Corte dos Estados Unidos que deixou de pé uma obra similar no Texas.

Em outubro de 2014, Michael Reed destruiu outro monumento aos Dez Mandamentos instalado aos pés do Capitólio do estado vizinho de Oklahoma. Segundo a imprensa local, seguiu o mesmo modus operandi.

AFP