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Desenho de Jawad Bendaoud durante julgamento

(afp_tickers)

O homem que abrigou dois dos autores dos ataques jihadistas de 13 de novembro de 2015 em Paris, Jawad Bendaoud, foi absolvido nesta quarta-feira pelo tribunal de correção de Paris.

"Não está provado que Jawad Bendaoud providenciou acomodações aos terroristas para escondê-los" da polícia, declarou a presidente da Corte, Isabelle Prévost-Desprez.

Jawad Bendaoud, para quem a acusação solicitou quatro anos de prisão por "acobertar terroristas", ergueu os braços, bateu nos ombros dos gendarmes e abraçou seu advogado após o veredicto.

No entanto, Mohamed Soumah, também julgado por "acobertar terroristas", foi condenado a cinco anos de prisão.

Ele teve um papel de intermediário: colocou em contato Hasna Ait Boulahcen, encarregada de encontrar um esconderijo para os dois jihadistas foragidos, com Jawad Bendaoud.

O terceiro homem, Youssef Ait Boulahcen, julgado por "não denunciar crime terrorista", foi condenado a 4 anos de prisão, um deles com condicional.

Jawad Bendaoud, delinquente reincidente, corria o risco de ser preso por até seis anos, conforme pedido pela promotoria, por ter fornecido a Abdelhamid Abaoud e a seu cúmplice Shakib Akrouh, um 'squat' (moradia ocupada), onde se esconderam em Saint-Denis, perto de Paris.

Eles chegaram em 17 de novembro ao apartamento, onde morreram no dia seguinte, durante o ataque da polícia.

No dia 18 de novembro, Bendaoud se apresentou ante à AFP e à cadeia de informações BFMTV, nas ruas de Saint-Denis, para admitir que havia abrigado os dois homens, para, em seguida, assegurar que não sabia quem eram.

Os familiares dos mortos nos atentados de 13 de novembro estavam indignados com o que chamaram de "show de Bendaoud".

"Não sabia que eram terroristas", insistiu o acusado. "Nem por 150.000 euros teria abrigado terroristas", insistiu.

O promotor Nicolas Le Bris se declarou parcialmente convencido pelos argumentos dos réus. "Não há elementos suficientes para poder afirmar que conheciam e sabiam que os fugitivos haviam participado nos atentados", afirmou.

Mas a acusação já anunciou que apelará da sentença.

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AFP