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(Arquivo) Oficiais da Polícia Federal são vistos no Rio de Janeiro, no dia 19 de 2016

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A oito dias da abertura dos Jogos Olímpicos, a Polícia Federal prendeu no Rio de Janeiro um brasileiro de origem libanesa por suspeita de vínculos com o grupo Estado Islâmico (EI).

Chaer Kalaun, de 28 anos, foi preso na tarde de quarta-feira em Nova Iguaçu, depois que as autoridades rastrearam mensagens nas redes sociais fazendo apologia ao grupo terrorista, em um momento em que o Rio recebe os maiores atletas do mundo.

"Estava envolvido, tinha vínculo com entidades terroristas desde a Copa do Mundo. Era investigado e saiu do país, esteve na Síria e voltou ao Brasil. Fez o juramento ao Estado Islâmico", disse nesta quinta-feira o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, na Bahia.

"O Brasil continua sem probabilidades ou com probabilidade mínima de um ato terrorista. Agora, a possibilidade existe em todo o mundo e existindo tal possibilidade, temos que agir com seriedade e firmeza", declarou Moraes.

Edison Ferreira, advogado de Kalaun, informou à AFP que seu cliente "foi levado à noite para o presídio Ary Franco no Rio por ter feito comentários sobre o Estado Islâmico (EI), mas não há nada de concreto".

"Chaer Kalaun foi preso ontem (quarta-feira) à tarde em sua casa em Nova Iguaçu", segundo um porta-voz da superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro.

A prisão foi ordenada pela Justiça Federal com base na nova lei contra o terrorismo.

"O mandado de detenção foi emitido pelo Tribunal Penal No. 8 do Rio, mas a investigação está sob segredo de justiça", declarou um porta-voz judicial.

Edison Ferreira declarou que há "apenas a suposição de que" seu cliente "postou coisas no Facebook sobre o EI, mas sem qualquer ligação real. Não jurou fidelidade, portanto, não está em processo de ser recrutado, ou de colaborar ou apoiar projetos do EI".

Segundo o advogado, seu cliente é muçulmano e viveu no Líbano durante a adolescência. Ele trabalha em um negócio familiar no Saara, no centro do Rio, famoso pela coexistência pacífica entre comerciantes judeus e árabes.

A imprensa brasileira disse que a polícia suspeita que Kalaun poderia estar cumprindo tarefas de recrutamento no Brasil.

O jornal Folha de São Paulo indicou que Kalaun viajou ao Líbano em 2013 e um ano depois foi preso durante a Copa do Mundo de 2014 por portar armas ilegalmente. Posteriormente foi libertado e seu processo está em andamento.

Na semana passada, a polícia desarticulou um grupo que trocava mensagens via WhatsApp e Telegram e que, segundo ela, coordenava preparativos para executar ações violentas durante os Jogos Olímpicos do Rio, que começam em 5 de agosto.

Doze pessoas foram detidas em uma prisão de segurança máxima em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.

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AFP