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(2016) Área de um tiroteio em Nova Jersey, Estados Unidos

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Os autores dos ataques na Europa e nos Estados Unidos foram, em sua grande maioria, homens jovens já conhecidos das autoridades - revela um estudo que analisou os 51 atentados ocorridos no Ocidente nos últimos três anos.

O informe "Radicalization and Jihadist Attacks in the West" ("Radicalização e ataques jihadistas no Ocidente", na tradução livre) é fruto de uma pesquisa dirigida por Lorenzo Vidino, Francesco Marone e Eva Entenmann, no âmbito do programa sobre extremismo da Universidade George Washington, do Instituto para Estudos de Política Internacional (Ispi, na sigla em italiano), de Milão e do Centro Internacional para Contraterrorismo (ICCT, na sigla em inglês) de Haia.

Desde a proclamação do Estado Islâmico de seu "califado", em 29 de junho de 2014, foram lançados 51 atentados em oito países do Ocidente. A França foi a mais afetada, com 17 ataques, seguida dos Estados Unidos (16) e da Alemanha (7).

Esses ataques deixaram 395 mortos e pelo menos 1.549 feridos e foram cometidos por 65 indivíduos. Desse total, 43 morreram, 21 foram detidos, e um está foragido.

Os autores eram jovens, em sua grande maioria, com idade média de 27,3 anos. O mais novo tinha 15 anos, e o mais velho, 52.

Dos 65 atacantes, 63 eram homens, e 73%, cidadãos do país atacado.

O estudo mostra que 14% residiam de maneira legal no país, ou eram visitantes com a documentação em ordem, provenientes de países vizinhos. Apenas 6% se encontravam em condição clandestina, ou estavam prestes a serem expulsos do território.

Pelo menos 17% se converteram ao Islã.

A investigação revelou também que 82% tinham algum tipo de antecedente com as autoridades, sendo que 57% já tinham registro na Polícia, e 18% haviam sido detidos.

Apenas 18% viajaram para o exterior para lutar em algum conflito.

Em relação aos ataques, em 8% dos casos, a ordem veio diretamente dos dirigentes do Estado Islâmico.

Em 26% dos casos, não tinham conexão com o EI, ou com outros grupos extremistas, inspirando-se em sua mensagem.

Mais da metade (66%) tinha alguma ligação com o EI, ou com outras organizações, mas agiu de maneira autônoma.

AFP