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Hospitais privados cedem metade de seus leitos ao Estado para ajudar em emergência sanitária no México

(Arquivo) O presidente do México, Andrés Manuel López Obrador afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 13. abril 2020 - 02:02
(AFP)

O presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, anunciou um acordo com hospitais privados para usar por um mês mais de 3 mil de seus leitos, a fim de atender à emergência sanitária causada pelo novo coronavírus.

O acordo permitirá transferir pessoas com doenças secundárias a instalações privadas, para que o sistema de saúde público tenha mais espaço para receber pacientes com Covid-19. "Isso irá permitir que, quando o momento mais crítico chegar, tenhamos todos os leitos e equipes necessários para salvar vidas", assinalou o presidente em sua conferência matinal.

O acordo valerá de 23 de abril a 23 de maio. A medida somará 3.115 leitos de hospitais privados, liberando espaço nas unidades públicas, que poderão atender até 12 mil pacientes com Covid-19, detalhou o chanceler Marcelo Ebrard na assinatura do convênio.

Os hospitais privados, que, segundo o presidente, contam com cerca de 6.300 leitos, atenderão partos, apendicites, hérnias, úlceras, endoscopias e emergências abdominais, e cobrarão do governo uma tarifa mínima por estes serviços.

O México registra 4.661 casos confirmados do novo coronavírus e 296 mortes. Autoridades estimam que, no pior dos cenários, o número de pacientes com Covid-19 chegará a cerca de 250 mil no México, dos quais cerca de 5% irão precisar de leitos de UTI, dos quais o sistema público dispõe de apenas cerca de 4,3 mil, aos quais se somarão os das Forças Armadas.

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