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Pessoas manifestam seu apoio ao bebê Charlie Gard em Londres, no dia 6 de julho de 2017

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O hospital infantil britânico Great Ormond Street anunciou nesta sexta-feira que reavaliará novas possibilidades para tratar um bebê gravemente doente, após as intervenções do papa Francisco e do presidente americano, Donald Trump.

O hospital londrino tinha previsto deixar de manter o bebê Charlie Gard vivo, após uma decisão da Justiça que os pais se opuseram.

"Dois hospitais internacionais e seus pesquisadores nos indicaram nas últimas 24 horas que havia novos elementos para o tratamento experimental que propuseram", explicou o hospital em um comunicado.

"Consideramos, assim como os pais de Charlie, que é justo explorar esses elementos", acrescentou.

O hospital disse que solicitou a um tribunal britânico "uma audiência sobre o caso de Charlie Gard à luz do anúncio de novos elementos relacionados a um possível tratamento de sua doença".

"Não é uma questão de dinheiro ou de recursos, trata-se unicamente do que é justo para Charlie", acrescentou a instituição.

O hospital afirmou que os seus médicos "testaram todos os tratamentos médicos" e que outro tratamento "seria injustificável [...] e prolongaria o sofrimento de Charlie".

"Nosso ponto de vista não mudou", acrescentou.

"Acreditamos que seja justo contar com a opinião da Alta Corte sobre os supostos novos elementos".

Espera-se que a audiência aconteça na segunda-feira, de acordo com a agenda da Alta Corte.

Em abril, um tribunal britânico estimou que os médicos deveriam interromper o tratamento que mantinha Charlie Gard vivo, que sofre de uma rara doença genética e cujo cérebro está muito prejudicado.

O Tribunal Europeu de Direitos Humanos (TDH) ratificou a decisão.

Os pais do bebê de 10 meses lutam para que o seu filho possa receber tratamento nos Estados Unidos.

O tribunal decidiu que manter o bebê vivo somente prolongaria o seu sofrimento. A doença mitocondrial que o atinge deteriora os tecidos musculares.

O papa Francisco deu o seu apoio aos pais do bebê em suas tentativas de transferir o menino, enquanto o presidente Trump ofereceu ajuda.

AFP