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Membros da Guarda Civil espanhola observam dois integrantes das Forças Auxiliares marroquinas baterem em pessoas que tentam imigrar, escalando a tela que divide a África e a Espanha, no enclave de Melilla, em 14 de agosto de 2014.

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A organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch (HRW) acusou nesta segunda-feira a Guarda Civil espanhola de espancar e devolver ilegalmente ao Marrocos imigrantes que tentavam entrar no enclave espanhol de Melilla.

"A Espanha deve parar imediatamente com as deportações sumárias ao Marrocos de imigrantes a partir de seu enclave norte-africano de Melilla", afirmou a ONG em um comunicado.

"A Espanha também deve investigar as evidências de que agentes da Guarda Civil agridem os imigrantes na cerca fronteiriça", acrescentou.

A HRW publicou em seu site um vídeo que, segundo afirma, mostra policiais espanhóis no dia 13 de agosto espancando imigrantes clandestinos bloqueados na parte intermediária da cerca fronteiriça tripla que separa o território marroquino do espanhol, enquanto outros são reconduzidos ao Marrocos através de uma porta situada na barreira.

Centenas de pessoas procedentes da África Subsaariana tentaram durante vários dias na semana passada ultrapassar estas cercas, em algumas ocasiões de seis metros de altura, na maioria dos casos sem sucesso.

"O direito da Espanha de proteger suas fronteiras não lhe dá carta branca para abusar dos imigrantes", considerou Benjamin Ward, vice-diretor de Europa e Ásia Central da ONG, citado no comunicado.

A Anistia Internacional já havia denunciado "a continuidade das expulsões ilegais em Melilla" e pedido "ao governo espanhol que garanta o direito de asilo".

Já a delegação do governo espanhol em Melilla afirmou nesta segunda-feira em um comunicado que as forças policiais mobilizadas ao longo da cerca fronteiriça têm um "comportamento exemplar e humanitário" e apresentou o enclave espanhol no norte da África como "modelo na gestão de uma pressão migratória tão dramática".

AFP