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O presidente Ollanta Humala deu posse na noite de quinta-feira ao até então ministro da Defesa, Pedro Cateriano, como novo primeiro-ministro substituindo Ana Jara, censurada pelo Congresso na segunda-feira após um escândalo de espionagem a opositores e empresários.

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O presidente Ollanta Humala deu posse na noite de quinta-feira ao até então ministro da Defesa, Pedro Cateriano, como novo primeiro-ministro substituindo Ana Jara, censurada pelo Congresso na segunda-feira após um escândalo de espionagem a opositores e empresários.

O novo gabinete ministerial, o sétimo de Humala em 48 meses de gestão, surpreendeu no último minuto com a saída do ministro das Relações Exteriores, Gonzalo Gutiérrrez, que administrava a crise aberta com o Chile por uma denúncia peruana de espionagem.

Humala ratificou 15 ministros e nomeou três novos: na chancelaria a embaixadora Ana María Sánchez, na Justiça o advogado Gustavo Adrianzén, e na Defesa o vice-ministro do setor Jakke Valakivi.

O afastamento do chanceler foi tão inesperado que Humala escolheu como sua sucessora uma embaixadora designada apenas 24 horas antes como titular da delegação peruana em Paris.

Não foram informadas as razões da renúncia do chanceler, mas ela ocorreu três horas antes do juramento do novo gabinete, o que atrasou a cerimônia.

O novo gabinete ainda deverá passar por uma autêntica prova de fogo para encerrar o processo constitucional de sua indicação, quando precisará comparecer nos próximos 30 dias para receber um voto de confiança do Parlamento, controlado pela oposição.

Caso Cateriano - próximo ao prêmio Nobel e ex-candidato presidencial Mario Vargas Llosa - não receba o apoio do Congresso, Humala pode recorrer - de acordo com a lei - para dissolver o legislativo e convocar imediatamente eleições parlamentares.

Trata-se de um cenário que os analistas não descartam devido ao estilo de confrontação do novo primeiro-ministro com a oposição.

No entanto, em suas primeiras declarações Cateriano lançou sinais de paz à oposição.

"Em um contexto (no qual o governo está) sem maioria parlamentar, tanto o governo quanto a oposição devem colocar o seu melhor em benefício do país", indicou em uma entrevista à rede de televisão estatal.

AFP