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(4 jul) Teste de um míssil balístico intercontinental Hwasong-14 realizado pela Coreia do Norte em local não divulgado

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A Coreia do Norte poderia enviar um míssil balístico intercontinental (ICMB) com capacidade nuclear capaz de atingir a América no ano que vem, mas Pyongyang deve primeiro superar importantes obstáculos tecnológicos, alertou um especialista dos Estados Unidos na segunda-feira.

A Coreia do Norte alarmou a comunidade internacional com o ritmo e o progresso do seu programa de desenvolvimento de mísseis, e neste mês o líder Kim Jong-Un realizou dois testes com um ICBM.

O primeiro desses testes, que Kim descreveu como um presente para os "bastardos americanos", mostrou que o míssil tinha um alcance potencial para atingir o Alasca.

Mas um segundo teste na semana passada voou ainda mais e poderia chegar até a costa oeste dos Estados Unidos, dizem especialistas.

Michael Elleman, do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos e do grupo de pesquisa 38 North Analyst, disse que parece que o "veículo de reentrada" que levaria uma ogiva de volta à atmosfera da Terra a partir do espaço falhou durante o segundo teste.

"Provavelmente quebrou em pedaços", disse ele.

"Antes de romper completamente, parece ter perdido algumas das camadas externas, e então deve ter se desintegrado finalmente", acrescentou.

A análise de Elleman se baseou no vídeo gravado no Hokkaido do Japão que mostra um objeto no céu noturno se rompendo a uma altitude de cerca de quatro a 10 quilômetros.

Sem uma proteção adequada durante uma fase de reentrada, a cabeça de guerra de um míssil poderia queimar.

Ainda assim, Elleman disse que Pyongyang está aprendendo rápido e que, dependendo do calendário de testes da Coreia do Norte, um lançamento no ano que vem é possível.

Citando funcionários do governo dos Estados Unidos, o jornal The Washington Post afirmou, na semana passada, que a Agência de Inteligência de Defesa do Pentágono (DIA) agora acredita que a Coreia do Norte poderá lançar um ICBM capaz de carregar uma arma nuclear em 2018 - dois anos antes da estimativa anterior da agência.

"Eu acredito na recente avaliação (da DIA) de que até o final deste ano ou no próximo ano, eles deveriam ter um sistema que eu chamo de 'confiável o suficiente'", disse Elleman em uma conferência telefônica com repórteres.

AFP