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Um homem carrega um menino nos ombros em um protesto que reuniu milhares de argentinos desempregados que marcharam pelas ruas da capital, Buenos Aires, em 4 de dezembro de 2002.

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A Conferência Episcopal Argentina advertiu nesta terça-feira sobre a perda de empregos no país, onde a tensão social cresce com o fechamento de empresas e com sindicatos em greve, em meio a uma economia em recessão.

"Os bispos se preocupam com a instabilidade crescente do mercado de trabalho, manifestada em demissões, suspensões e no fechamento de fábricas", disse o bispo Jorge Oesterheld, em uma reunião na capital argentina.

O desemprego subiu de 6,4% a 7,1% no primeiro trimestre deste ano comparado com o mesmo período de 2013. No entanto, diminuiu 0,8% na medição anual, segundo dados oficiais.

Contra a perda de poder aquisitivo dos salários, nas últimas semanas ocorreram greves em diversos setores: bancos, alfândega, metrô, pilotos de avião e professores, entre outros.

A inflação devorou rapidamente os acordos salariais negociados no início do ano com instâncias do governo e chegou a 15% no último semestre, de acordo com dados oficiais. Consultorias privadas afirmam que o índice chegou aos 28% em 2013.

A atividade econômica retrocedeu 0,8% no primeiro trimestre, em comparação aos últimos três meses de 2013, quando também recuou 0,5% em relação ao trimestre anterior.

Segundo Oesterheld, o tema preocupa os bispos de todas as dioceses que apresentarão seus informes na reunião que começou nesta terça-feira e que se estenderá até quinta, quando será divulgado um documento.

O religioso também ressaltou a preocupação da Igreja católica a respeito da violência e das drogas.

Na semana passada, o governo lançou um conjunto de medidas de reativação econômica para a manutenção do emprego nos setores da indústria automobilística e de construção civil.

AFP