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Rose Hudson-Wilkin, capelã da Rainha Elizabeth II e porta-voz da Casa dos Comuns, é vista em 9 de julho de 2014

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A Igreja da Inglaterra começou nesta sexta-feira seu sínodo mais significativo dos últimos 20 anos para decidir se as mulheres podem se converter em bispos.

Bispos, vigários e membros comuns da Igreja se reúnem em York, norte da Inglaterra, e na segunda-feira votarão sobre uma questão que os dividiu durante 50 anos.

A proposta foi rejeitada pela última vez em 2012, mas desde então ganhou apoios e o novo líder da Igreja, o arcebispo de Canterbury, Justin Welby - um ex-executivo da indústria petrolífera - apoia a "enorme mudança cultural", em suas palavras.

Assim, espera-se que desta vez o tema avance.

"Desde 11 de novembro de 1992 (quando a Igreja aprovou as mulheres sacerdotes), o futuro da Igreja da Inglaterra não havia dependido tanto de uma votação", declarou William Fittall, secretário-geral do sínodo.

Outra negativa provocaria consternação, afirmou.

A Igreja da Inglaterra é uma cisão da católica e é a mãe da Igreja anglicana, que tem 80 milhões de fiéis e presença em 165 países.

Já existem bispos mulheres nas igrejas anglicanas dos Estados Unidos e Austrália.

Embora uma votação favorável não obrigue outros países a seguir o exemplo, enviará uma forte mensagem que acabará arrastando muitos.

Se for aprovado, o tema será debatido no Parlamento, aprovado pela rainha Elizabeth II e depois voltará ao sínodo como uma formalidade.

A primeira mulher bispo pode ser investida no fim do ano.

AFP