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Mesquia em Xinjiang, na China. Na região, vivem mais de nove milhões uigures, muçulmanos de língua turca, alguns dos quais se opõem à tutela de Pequim.

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O imã que dirigia a maior mesquita da China, em Xinjiang, foi assassinado, e a polícia matou dois de seus supostos assassinos, indicou a imprensa nesta quinta-feira.

Jume Tahir, imã da mesquita Id Kah da cidade de Kashgar, foi "barbaramente assassinado" na quarta-feira após a celebração da manhã, anunciou Tianshan, o portal de informações relacionadas às autoridades provinciais de Xinjiang.

O imã foi encontrado morto "em uma piscina de sangue", havia informado pouco antes a Radio Free Asia (RFA), um veículo financiado pelos Estados Unidos, citando testemunhas e autoridades locais.

De acordo com os elementos da investigação, três homens - com nomes semelhantes aos de uigures - são suspeitos deste crime e, aparentemente, agiram "sob influência religiosa extrema", acrescentou Tianshan.

A polícia matou dois dos suspeitos no mesmo dia e o terceiro foi capturado, informou por sua vez a agência de notícias oficial Xinhua.

Em Xinjiang vivem mais de nove milhões uigures, muçulmanos de língua turca, alguns dos quais se opõem à tutela de Pequim. Segundo as autoridades, um grupo radical é responsável pelos ataques sangrentos que foram cometidos nos últimos meses na região e em outros lugares.

O assassinato do imã ocorre logo após violentos confrontos no distrito de Yarkand (ou Shache em mandarim), a 200 km de Karshgar, pouco antes do fim do Ramadã. Este incidente foi descrito como um "ataque terrorista" pelas autoridades.

"Dezenas de civis uigures e hans foram mortos ou feridos" quando os membros de um grupo armado atacaram civis, segundo a agência.

O imã Jume Tahir, que era regularmente entrevistado pelos meios de comunicação oficiais chineses, era conhecido por sua crítica à violência cometida pelos uigures em Xinjiang.

AFP