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Vista da ilha italiana de Ischia, que recebe a reunião do G7

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Os ministros do Interior do G7 se reuniram nesta quinta-feira (19) na ilha italiana de Ischia (sul) para tratar da ameaça que representam para seus países os combatentes estrangeiros, depois da queda de vários redutos extremistas.

Outro grande debate do G7, no começo da tarde desta sexta-feira, será dedicado à luta contra o "terrorismo" na Internet, na presença dos quatro gigantes do setor - Google, Facebook, Twitter e Microsoft.

O ministro italiano do Interior, Marco Minniti, recebeu nesta quinta seus contrapartes canadense, francês, alemão, japonês, britânico e americano, bem como os comissários europeus Dimitris Avramopoulos (Migração) e Julian King (Segurança), além do secretário-geral da Interpol, o alemão Jürgen Stock.

Eles posaram para a tradicional foto de família ao pé do castelo Aragonais, principal atração turística de Ischia, no alto de uma rocha vulcânica. À noite, eles participam de um jantar de gala, com especialidades da ilha.

Após a liberação de Raqa, antigo bastião sírio da organização Estado Islâmico (EI), o destino de diversos de combatentes estrangeiros encontrados lá vai ganhar importância especial neste G7.

No encontro, também está prevista troca de informações entre os Estados para lutar contra este fenômeno.

Entre 25 mil e 30 mil pessoas de mais de 100 nacionalidades - 5 mil delas procedentes da Europa - formam o contingente treinado que poderia se espalhar por todo o mundo e obrigar vários países a fazer frente a essa "diáspora de retorno".

"Muitas delas certamente morreram, mas não sabemos quantas. Outras vão tentar voltar para casa, e esse é um assuntos que iremos debater", disse Minniti ao jornal local La Stampa nesta quinta.

"O risco não aumenta e não diminui, nós não estamos diante de vasos comunicantes: muitos se renderam lá (na Síria), e muitos vieram para cá", acrescentou.

- Gigantes da web -

Também está na ordem do dia a luta contra o terrorismo na internet, que vai se beneficiar da presença de representantes de quatro gigantes do setor.

A Google enviou seu conselheiro e diretor de políticas públicas Nicklas Lundblad, a Microsoft, seu vice-presidente para relações europeias, John Frank, o Facebook, seu responsável por políticas antiterrorismo, Brian Fishman, e o Twitter, seu diretor de relações públicas, Nick Pickles.

Com o convite à mesa de discussões a esses quatro grupos estratégicos, as sete maiores potências mundiais esperam alcançar um compromisso comum na luta contra o terrorismo em sua declaração final.

"Nosso objetivo é uma grande aliança entre os governos e os fornecedores de acesso à internet. É preciso encontrar o meio de intervir sem questionar a grande abertura democrática permitida pelas redes sociais e pelo acesso à web", afirmou Minniti.

Cerca de 2 mil policiais e militares foram mobilizados para garantir a segurança das delegações durante o G7 em Ischia, a pequena ilha na costa napolitana atingida por um terremoto em 21 de agosto.

O objetivo é evitar qualquer excesso de manifestações anti-globalização, que costumam acompanhar as reuniões do G7.

Cerca de 200 manifestantes chegaram na manhã desta quinta a Nápoles e fizeram um protesto no porto de Ischia. "Não ao G7. Por um mundo sem fronteiras", dizia uma das placas.

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AFP