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Ativistas cruzam a Ponte do Brooklyn em Nova York, em 5 de outubro, para reivindicar a reforma migratória

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O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, sancionou nesta quinta-feira em Nova York uma nova lei que determina a entrega de carteiras de identidade municipais para os moradores, incluindo imigrantes em situação ilegal.

De Blasio afirmou que esse documento ajudará os cerca de 500 mil imigrantes clandestinos que devem viver em Nova York a abrir uma conta bancária, alugar um apartamento, ter acesso a escolas, ou a creches, inscrever-se em bibliotecas públicas e até se apresentar para entrevistas de emprego.

"Os que solicitarem essa carteira não terão de responder a nenhuma pergunta referente a seu status migratório", garantiu o prefeito democrata.

A identidade "busca normalizar e melhorar a vida da gente", explicou depois, ao descrever a cidade como um "farol de esperança e inclusão".

A carteira de identidade estará disponível a partir de janeiro de 2015 e será gratuita no primeiro ano. Para obtê-la, os solicitantes terão de apresentar uma prova de sua identidade e de seu local de residência em Nova York.

A cidade tem 8,4 milhões de habitantes, dos quais 36,9% são estrangeiros, segundo o Censo municipal.

Nos Estados Unidos, onde não existe "carteira de identidade", é muito comum usar a carteira de motorista como documento. Em Nova York, porém, uma cidade coberta por uma ampla e eficiente rede metroviária, 46% dos habitantes não têm carteira de motorista.

Nem todos viram a medida com bons olhos.

O braço nova-iorquino da ACLU, a maior organização de direitos civis nos Estados Unidos, advertiu que a nova lei poderá permitir às autoridades de Nova York manter por dois anos os documentos originais apresentados pelos indivíduos e, depois, enviá-los para a polícia.

Segundo a organização, fazer a carteira seria uma "aposta", que pode se traduzir em julgamento, ou em deportação.

A Câmara Municipal aprovou sua criação em 26 de junho.

Esse sistema já existe em outras grandes cidades, como Los Angeles, São Francisco e Washington.

Nos Estados Unidos, vivem cerca de 11 milhões de imigrantes clandestinos. Em nível federal, o projeto de reforma promovido pelo presidente Barack Obama está paralisado no Congresso.

AFP