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(Arquivo) Cerca na fronteira entre México e Estados Unidos, em San Diego, no dia 17 de maio de 2016

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Os traficantes de pessoas entre o México e os Estados Unidos estão utilizando "uma nova modalidade de operação", que emprega ônibus de luxo para cruzar a fronteira, informou o Instituto Nacional de Migração (INM), que apenas nesta segunda-feira interceptou 102 latino-americanos viajando ilegalmente.

Os imigrantes ilegais, procedentes de Guatemala, Honduras, El Salvador e Equador - incluindo 20 menores, dos quais 16 sem companhia de um adulto - "estavam há mais de dois dias sem receber água ou alimentos", destacou o comunicado do INM.

"Com o propósito de chegar o mais rápido possível à fronteira norte e para não haver demora no caminho, os traficantes impuseram como estratégia que os estrangeiros não deveriam consumir alimentos ou água, para não haver paradas intermitentes".

Os latino-americanos, que foram interceptados em Zacatecas (norte), afirmam que os "polleros" (traficantes) cobram entre 7 mil e 10 mil dólares para levá-los de Chiapas, na fronteira com a Guatemala, até Reynosa, (Tamaulipas), na divisa com os Estados Unidos.

Segundo o INM, os traficantes estão utilizando ônibus de luxo com a razão social Turismos Crucero e Tours Tomaren para conduzir os imigrantes.

Na madrugada desta segunda-feira, agentes migratórios detectaram dois ônibus que circulavam por estradas distintas das utilizadas pelo transporte rodoviário e detiveram os motoristas.

Os imigrantes foram levados para instalações migratórias em Zacatecas, onde receberam alimentos, água e tratamento médico.

A cada ano, cerca de 200 mil imigrantes ilegais entram no México pela fronteira sul para chegar aos Estados Unidos.

AFP