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Presidente chinês Xi Jinping em 19 de junho em Pequim

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O presidente da China, Xi Jinping, viajará na próxima semana a Hong Kong por ocasião do aniversário de 20 anos da devolução da ilha, informa a imprensa local, uma visita que pode provocar tensão na ex-colônia britânica.

O jornal South China Morning Post informa nesta sexta-feira que a visita do presidente chinês foi "confirmada", mas não revelou a identidade de suas fontes.

Nenhuma autoridade de Hong Kong, no entanto, confirmou até o momento se Xi Jinping aproveitará o 20º aniversário para fazer sua primeira visita à ilha desde que assumiu a presidência em 2013.

Um porta-voz do governo Hong Kong contactado pela AFP se negou a comentar a notícia publicada pelo South China Morning Post.

Em caso de confirmação, a visita acontecerá em um momento no qual muitos habitantes de Hong Kong consideram que Pequim está reforçando seu controle em um território que até 2047, em tese, deve conservar liberdades desconhecidas na China continental.

Nos últimos dois anos surgiu na "região administrativa especial" um movimento político radical que milita pela independência de Hong Kong.

Alguns grupos já anunciaram que organizarão protestos durante a eventual visita de Xi, que seria marcada por importantes medidas de segurança.

De acordo com o jornal, Xi Jinping desembarcará em Hong Kong no dia 29 com a esposa Peng Liyan e permanecerá na ilha até 1 de julho, data de aniversário da retrocessão e dia em que a nova chefe do Executivo local, Carrie Lam, tomará posse.

Hong Kong voltou a pertencer a China em 1997, após um acordo de devolução com o Reino Unido e com o princípio de "Um país, dois sistemas", que garante as liberdades locais durante 50 anos.

Em 2014, o governo reprimiu a "revolução dos guarda-chuvas" que exigia reformas políticas. As autoridades não fizeram qualquer concessão.

"Isto mostra que no princípio 'um país, dois sistemas', 'um país predomina sobre 'dois sistemas'", comentou o professor de Ciência Políticas Willy Lam, da Universidade Chinesa de Hong Kong.

AFP