O número de incêndios na floresta tropical da Indonésia continua a aumentar - revelaram dados de satélite nesta quinta-feira (12), expandindo uma fumaça tóxica no Sudeste Asiático e aumentando o medo de seu impacto no aquecimento global.

Queimadas ilegais para a limpeza de áreas agrícolas estão devastando grandes áreas de floresta nas ilhas de Sumatra e Bornéu. O governo indonésio enviou helicópteros carregados com água e milhares de forças de segurança para combater os incêndios.

As queimadas na Indonésia coincidem com aquelas que atingem grandes partes da Amazônia e no leste da Austrália, iniciando uma temporada de incêndios particularmente feroz.

Todos os anos, os incêndios são um problema na Indonésia. Este ano, o fenômeno tem sido agravado por uma seca severa, que enviou nos últimos dias um "smog" tóxico para a vizinha Malásia, provocando um incidente diplomático.

O número de "pontos quentes" - áreas de possíveis focos devido ao calor intenso, detectados por satélites, o que indicam um alto risco de incêndio - aumentou claramente na Indonésia desde quarta-feira, de acordo com o centro meteorológico especializado da ASEAN (Associação de Nações do Sudeste Asiático) com sede em Singapura.

Foram detectados 1.619 "pontos quentes" na parte indonésia de Bornéu, contra 861 no dia anterior, segundo este centro. Bornéu é compartilhado entre Indonésia, Malásia e Brunei.

- Tensão diplomática -

Kiki Taufik, responsável do Greenpeace, vê semelhanças entre os incêndios na Indonésia e os da Amazônia, onde os agricultores também queimam superfícies para limpá-las e usá-las para fins agrícolas.

"Tudo isso deve lembrar às pessoas que estamos enfrentando uma crise climática", diz Taufik, referindo-se à proliferação de incêndios em todo mundo.

"As indústrias buscam expandir as plantações por meio de incêndios", acrescenta.

Em 2015, a Indonésia registrou os piores incêndios em pelo menos duas décadas, sufocando a região por semanas.

Um estudo americano indicou que os incêndios de 2015 podem ter causado mais de 100.000 mortes prematuras, devido a doenças respiratórias e de outros tipos.

Os incêndios deste ano causaram tensões diplomáticas com a Malásia. A ministra do Meio Ambiente, Yeo Bee Yin, expressou preocupação esta semana com o impacto da fumaça tóxica e ofereceu sua ajuda a Jacarta para combater o incêndio.

Sua colega indonésia, Siti Nurbaya Bakar, respondeu na quarta-feira, assegurando à AFP que "não existem 'pontos quentes' apenas na Indonésia, mas também em Sarawak (no Bornéu malaio) e na península da Malásia".

Mas a qualidade do ar caiu para níveis "não saudáveis" na capital da Malásia, Kuala Lumpur, e arredores, de acordo com o índice de poluentes atmosféricos determinado pelo governo.

Nesta semana, cerca de 400 escolas foram fechadas em nove distritos do estado de Sarawak, em Bornéu, com mais de 150.000 estudantes afetados, de acordo com o Departamento de Educação local.

Na província indonésia de Jambi, em Sumatra, alguns Jardins de Infância permanecerão fechados até sexta-feira. As escolas de Ensino Fundamental e Médio também serão temporariamente fechadas, de acordo com as autoridades locais.

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