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Indígenas bloqueiam estradas ante eliminação de subsídios no Equador

Camponeses e indígenas do Equador bloquearam uma estrada em protesto contra a eliminação de subsídios aos combustíveis, em Pambamarquito, Equador, em 5 de outubro de 2019 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 05. outubro 2019 - 23:13
(AFP)

Camponeses e indígenas do Equador bloquearam estradas, neste sábado, em rejeição à eliminação de subsídios aos combustíveis, que esta semana gerou protestos de diversos setores e a instauração de um estado de exceção, de acordo com jornalistas da AFP no local.

Moradores de Otón, ao norte de Quito, interromperam o trânsito com barricadas na estrada Panamericana levantadas, que montaram com árvores, toneladas de terra e pneus de caminhão para acender fogueiras.

Os protestos ocorreram em vários pontos da estrada, como no acesso à aldeia de Pambamarquito, onde cerca de 200 manifestantes, entre eles mulheres armadas com machetes, reclamavam contra o desmonte de subsídios no valor de 1,3 bilhão de dólares ordenado pelo governo de Lenín Moreno.

Devido a essa medida, os preços dos combustíveis mais utilizados subiram até 123%. O galão (3,79 litros) do diesel passou de 1,03 para 2,30 dólares, e o da gasolina de 1,85 para 2,40 dólares.

Há manifestações diárias de diversos setores sociais no país desde quarta-feira, quando Moreno anunciou a eliminação dos subsídios em função de um acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) que lhe permite acessar créditos no valor de 4,209 bilhões de dólares.

"O protesto continuará até que o governo derrube o aumento dos combustíveis", disse à AFP Salvador Rojas, dirigente de Otón, enquanto os manifestantes gritavam "viva a greve".

Nesse contexto, Moreno adiou uma visita a Alemanha na semana que vem "em razão das circunstâncias que estão ocorrendo no país", anunciou neste sábado o chanceler equatoriano, José Valencia.

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