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Indígenas nativos da Colômbia comemoram o Dia Internacional dos Povos Indígenas das Nações Unidas, no dia 9 de agosto de 2017, em Bogotá

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Indígenas da Colômbia denunciaram nesta quarta-feira violações de direitos, incluindo o despejo de terras, por grupos armados e multinacionais, apesar do acordo de paz que pôs fim ao conflito com a guerrilha das Farc.

"Os territórios indígenas hoje continuam sendo disputados por grupos paramilitares, pelo ELN, pelas forças militares, pelos grupos dissidentes das Farc, o narcotráfico, as multinacionais", disse Luis Fernando Arias, conselheiro da Organização Nacional Indígena da Colômbia (Onic).

Em um ato em Bogotá, Arias destacou que, apesar da assinatura em novembro do acordo de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), "a terrível noite dos povos indígenas não acabou".

A conselheira presidencial para os Direitos Humanos, Paula Gaviria, destacou que um dos objetivos do pós-conflito na Colômbia é reparar esta população.

Segundo o governo, 190.619 indígenas se declararam vítimas diretas do conflito armado.

Na Colômbia há 102 povos indígenas, dos quais 32 se encontram em risco de desaparecimento porque têm menos de 200 habitantes, segundo a Onic.

Outras 34 comunidades estão em risco de extermínio como consequência do conflito armado que golpeia seus territórios há décadas, de acordo com a Corte Constitucional.

AFP