Navigation

Indústria automobilística argentina recua, com queda nas exportações para o Brasil

Cristina Kirchner visita fábrica da montadora francesa Renault em Córdoba, Argentina, em 2 de novembro de 2010 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 04. julho 2014 - 23:08
(AFP)

As vendas de automotores devem sofrer uma queda de 28% na Argentina em comparação com o ano recorde de 2013, alertam analistas, explicando que o recuo acontece como resultado de uma contração na demanda externa e interna.

A produção de veículos também registra uma curva decrescente, apesar de uma queda de somente 0,1% em relação a maio, segundo cifras da Associação de Fabricantes de Automotores (Adefa). A instituição apontou também que o recuo deve ser freado em junho.

Neste semestre, a produção acumula uma queda de 21,8%, afirmou a mesma fonte.

"Se a tendência for mantida, a produção chegará a 685.000 unidades no final do ano, longe das 950.000 do ano passado", disse à AFP Gonzalo Dalmasso, analista da consultoria Abeceb.com.

Confirmada a projeção, a atividade voltará aos níveis de vendas de 2010, mas, acredita Dalmasso, a indústria pode se recuperar em 2016, chegando a 800.000 unidades vendidas.

Em 2002, a produção anual era de 160.000 veículos, com apenas metade das vendas para o mercado interno.

"No ano passado, houve uma bolha. As pessoas perceberam uma redução nos preços. Muitas optaram por comprar carros, já que não podiam comprar dólares por causa da política cambial", explicou Dalmasso.

Neste ano, contudo, o impacto negativo também se deve ao mercado externo, com a contração da demanda do Brasil. O vizinho concentra 90% das exportações argentinas de veículos.

As exportações no primeiro semestre caíram 23,3% em relação ao mesmo período do ano passado, embora tenham crescido 14,2% em junho, em comparação a maio, segundo a Adefa.

Este artigo foi automaticamente importado do nosso antigo site para o novo. Se há problemas com sua visualização, pedimos desculpas pelo inconveniente. Por favor, relate o problema ao seguinte endereço: community-feedback@swissinfo.ch

Partilhar este artigo

Participe da discussão

Com uma conta SWI, você pode contribuir com comentários em nosso site.

Faça o login ou registre-se aqui.