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Indústria musical confirma bom momento com ajuda do streaming

(Arquivo) Mulher usa aplicativo de música em streaming em Estocolmo afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 02. abril 2019 - 13:17
(AFP)

As vendas de música registraram alta de 9,7% no mundo em 2018, o quarto ano consecutivo de crescimento alimentado pelo streaming, apesar das fortes disparidades regionais, de acordo com números divulgados em Londres pela Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI).

"Há alguns anos isto aqui era um festival de lágrimas, tínhamos apenas resultados ruins para anunciar", declarou a diretora da IFPI, Frances Moore, durante a apresentação do relatório anual da organização.

"Com o quarto ano de crescimento, acredito que agora podemos ser muito mais otimistas", completou.

As vendas de música no ano passado alcançaram 19,1 bilhões de dólares.

Mas por trás do número estão duas dinâmicas completamente diferentes.

O mercado de streaming (por assinatura ou gratuito com publicidade), em plena expansão, registrou um crescimento de 34% e atingiu 8,9 bilhões de dólares de volume de negócios.

O resultado permitiu compensar amplamente a queda dos downloads pagos (-21,2%) e das ventas físicas de álbuns (-10,1%).

A evolução consolida a nova configuração da indústria musical: apenas 25% do lucro procede das vendas físicas, enquanto o streaming é responsável por 47% do bolo. Também contribuem os espetáculos e shows (14%) e os downloads (12%).

Apesar do espaço cada vez maior ocupado pelas plataformas legais de música, a pirataria está longe de chegar ao fim.

"Esta representa 120 milhões de usuários por mês", disse Moore à AFP. "É uma pirataria que busca fazer o download e possuir a música a partir de plataformas de streaming. Também há discografias completas que continuam acessíveis em torrents e outras formas de download", explicou.

Entre regiões são registradas disparidades muito importantes: na América do Norte, onde a transição dos formatos físicos para os digitais está muito avançada, as vendas aumentaram 14% em 2018, contra apenas 0,1% na Europa.

O mercado mais dinâmico continua sendo, como no ano anterior, a América Latina, com um crescimento de 16,8%.

Nas listas de vendas de singles compiladas pela IFPI os principais nomes do ano passado foram a cantora cubano-mexicana-americana Camila Cabello, o rapper canadense Drake e o cantor britânico pop Ed Sheeran.

Nas listas de álbuns os primeiros lugares foram ocupados pela trilha sonora do filme "O Rei do Show" (2017), pelo grupo sul-coreano BTS e a americana Lady Gaga.

O vinil, um formato muito apreciado por colecionadores, confirmou seu retorno com vendas em alta (+6%) pelo 13º ano consecutivo.

Agora representa 3,6% do total do volume de negócios da indústria musical.

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