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No final de outubro, milhares de mulheres foram às ruas no centro de Paris na campanha "Me Too" (Eu também) contra o abuso sexual

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Um grupo de cerca de 100 artistas, atrizes, cineastas, escritoras, jornalistas e intelectuais francesas pedem ao presidente Emmanuel Macron que decrete "um plano de urgência contra a violência sexual", em uma coluna de opinião publicada no "Journal du Dimanche".

Lançado por militantes feministas e dirigido a Macron, o manifesto chega como reação à enxurrada de depoimentos na esfera pública francesa desde a revelação do escândalo do produtor americano Harvey Weinstein nos Estados Unidos, explicam suas promotoras.

Seu objetivo é denunciar "a insuportável negação coletiva", da qual as mulheres são vítimas em "uma sociedade que (as) maltrata", segundo suas autoras.

"Uma em cada duas mulheres foi vítima de violência sexual. Algumas não estão mais aqui para assinar esse manifesto, mortas a golpes. Algumas se veem mais particularmente afetadas, porque estão em situações de dificuldade, são lésbicas, ou vítimas de racismo", completa o texto.

Reivindicam um "plano de urgência" à altura das políticas públicas e dos recursos investidos, por exemplo, em matéria de segurança em estradas, "que deram resultados".

Propõem cinco medidas prioritárias: duplicar imediatamente os subsídios às associações de ajuda às vítimas, formação obrigatória para todos os profissionais em contato com elas, cursos específicos nas escolas, programas obrigatórios nas empresas contra o assédio sexual no trabalho e uma vasta campanha de comunicação nacional.

A convocação será postada na plataforma Change na forma de abaixo-assinado, já firmado por mais de 100 mulheres que foram, "como tantas outras, perseguidas, agredidas, ou violentadas", segundo as promotoras da iniciativa.

Entre elas, estão a atriz, diretora e escritora Agnès Jaoui, a cineasta Lisa Azuelos, a autora Marie Darrieussecq, a cantora Imany e a filósofa Michela Marzano.

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AFP