A Interpol anunciou, nesta sexta-feira (14), a prisão e extradição de um dos responsáveis pelos sangrentos atentados de 21 de abril no Sri Lanka.

O cingalês Ahamed Milhan Hayathu Mohamed, de 29 anos, foi preso junto com outros quatro suspeitos em um país do Oriente Médio, após a emissão pela Interpol de um "alerta vermelho", informou o organismo em um comunicado.

Segundo fontes policiais em Colombo, os cinco homens foram presos em Jidá, na Arábia Saudita.

Hayathu Mohamed é apresentado pela polícia como "um alto responsável" do National Thowheeth Jama'ath (NTJ), a organização extremista islâmica suspeita de estar por trás dos ataques.

Cometidos em oito locais diferentes, os ataques deixaram 258 mortos, entre eles 45 estrangeiros, e quase 500 feridos.

Os terroristas suicidas se explodiram em hotéis de luxo e em igrejas cristãs, em plena celebração do Domingo de Páscoa.

Todos os homens-bomba pertenciam ao NTJ, organização criada por Zahran Hashim, que morreu nos ataques.

O grupo extremista Estado Islâmico (EI), ao qual Hashim jurou lealdade em um vídeo, assumiu a responsabilidade pelas ações.

"A detenção e a extradição de um dos principais suspeitos dos ataques a bomba no Sri Lanka é um passo importante da investigação", comemorou o secretário-geral da Interpol, Jürgen Stock, citado no comunicado.

Imediatamente após os ataques, a organização policial sediada em Lyon (centro-leste da França) enviou uma equipe para ajudar as autoridades locais.

Os agentes da Interpol ficaram no Sri Lanka até 22 de maio.

Essa equipe ("Incident Response Team") incluiu especialistas em contraterrorismo, explosivos e identificação de vítimas. Também tornou possível comparar em tempo real as evidências coletadas no local com as informações contidas nas bases de dados da Interpol.

No mês passado, as autoridades do Sri Lanka anunciaram a prisão de dois suspeitos no Catar e na Arábia Saudita.

O Sri Lanka permanece em estado de emergência, com a mobilização de um grande dispositivo de segurança.

Desde os ataques, o governo expulsou 600 estrangeiros, incluindo 200 clérigos islâmicos.

Os cristãos representam 7,6% da população desse país de 21 milhões de habitantes, de maioria budista.

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