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(11 ago) Maden conversa com um policial no porto de Dragoer

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O inventor Peter Madsen, até hoje suspeito pelo assassinato da jornalista sueca Kim Wall a bordo de seu submarino em agosto, agora admite tê-la esquartejado, indicou a Polícia dinamarquesa em comunicado nesta segunda-feira (30).

Madsen, de 46 anos, negava ter mutilado o cadáver e assegurava que a jornalista havia morrido acidentalmente, depois que uma escotilha de 70 quilos teria caído sobre a sua cabeça. Dizia também que depois havia jogado seu corpo no mar.

Segundo a Polícia, agora Madsen diz que "Kim Wall morreu após uma intoxicação por monóxido de carbono no submarino quando ele estava no convés".

E "reconheceu tê-la esquartejado e jogado as partes de seu corpo na Baía de Køge", 50 quilômetros ao sul de Copenhague, declararam as autoridades.

Em 10 de agosto, Madsen embarcou com Wall no "UC3 Nautilus", submarino que ele mesmo projetou e construiu.

A jornalista independente, de 30 anos, queria fazer o perfil deste engenheiro autodidata obcecado pela conquista do mar e do Espaço.

Madsen foi socorrido no dia 11 de agosto pela manhã, antes do naufrágio de sua embarcação, que admitiu ter afundado intencionalmente.

No dia seguinte, as autoridades emergiram o "Nautilus", que foi rebocado até Copenhague para fazer investigações em seu interior.

Depois de uma intensa busca no mar, o tronco decapitado e amputado de Kim Wall foi encontrado em 21 de agosto por um ciclista na Baía de Køge.

No início de outubro, a Polícia anunciou ter encontrado a cabeça e as pernas da jornalista nas mesmas águas.

Nesta segunda, a Polícia declarou que os mergulhadores continuam a busca por seus braços, assim como pelos celulares de Wall e Madsen.

- Crueldade sexual -

A acusação sustenta desde o início de outubro que Madsen matou Kim Wall com o objetivo de satisfazer uma fantasia sexual, para depois mutilar seu corpo.

No disco rígido do computador de seu laboratório foram encontrados filmes "fetichistas" em que as mulheres "reais" são torturadas, decapitadas e queimadas.

"Esse disco rígido não me pertence", declarou Madsen em sua defesa.

Nesta segunda-feira, as autoridades informaram que suspeitam que o inventor tenha tido "relações sexuais (...) em circunstâncias particularmente agravantes, com base em 14 ferimentos infligidas em ou ao redor dos genitais de Kim Wall". Isso teria acontecido pouco depois de sua morte, indicou a Polícia.

Em uma audiência em outubro, Madsen havia negado ter mantido relações sexuais e que seus contatos foram meramente profissionais.

Madsen, preso desde 11 de agosto, será acusado de homicídio e atentado contra a integridade de um cadáver, mas essa acusação formal se concretizará ao fim da investigação, de acordo com o sistema jurídico dinamarquês.

Na terça-feira (31), Madsen comparecerá a uma audiência em Copenhague cujo objetivo é prolongar a sua detenção provisória.

Em princípio estava sob investigação por "homicídio culposo por negligência".

O julgamento foi fixado para março e abril de 2018, indicou a Polícia.

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AFP