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Homem caminha perto de pôster do presidente chinês, Xi Jinping, em Pequim, em 16 de outubro de 2017

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Antes do começo do Congresso do Partido Comunista Chinês (PCC), no qual Xi Jinping deve arrematar, segundo todos os observadores, um novo mandato de cinco anos na Presidência, investidores estrangeiros esperam que o presidente cumpra suas promessas de abertura da segunda economia mundial.

Em 2013, pouco após assumir seu cargo, o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang animou os dirigentes da edição chinesa do Fórum Econômico Mundial ao prometer um tratamento "equitativo" para as empresas estrangeiras, um papel mais importante para o mercado e reformas estruturais a favor do setor privado.

Atualmente, às vésperas de começar o Congresso do PCC, essa euforia já não existe. "Há claramente uma grande decepção", indica à AFP Christopher Balding, professor da Universidade de Pequim em Shenzhen.

"A China está muito mais centralizada que há cinco anos. Isso faz com que seja muito complicado afirmar que está preparada para abrir sua economia", insiste.

As empresas estrangeiras se queixam das discriminações drásticas que sofrem em certos setores, enquanto Washington e Bruxelas denunciam o protecionismo do gigante asiático.

Apesar de o presidente chinês, Xi Jinping, de 64 anos, se dizer defensor da globalização, a câmara de comércio europeu em Pequim indica, por sua vez, uma "lassidão" diante de "compromissos que nunca se concretizaram".

Em uma coletiva de imprensa nesta terça, o porta-voz do Congresso, Tuo Zhen, garantiu que o país não reduziria "o ritmo das reformas", mas reconheceu a existência de "interesses estabelecidos" que tendem a freá-las.

Li Keqiang, de 62 anos, "se esforçou para defender seus pontos de vista reformistas" e reduzir o domínio das empresas estatais, mas "está claro que não teve nenhuma influência", apontam especialista do Economist Intelligence Unit.

A "zona franca" de Xangai, inaugurada em 2013 como "laboratório" dessas reformas, nunca conseguiu decolar.

Com um perfil de economista anglófono, Li se viu rapidamente eclipsado por um Jinping ávido por concretizar o poder do partido.

- 'Prioridade ao crescimento' -

Apoiado pelo conselheiro econômico Liu He, Jinping preside a comissão, controlando os assuntos econômicos e financeiros, e o novo comitê dedicado às reformas, criado recentemente.

Xi e Li parecem divergir também sobre o aumento da dívida, e os círculos de Jinping se mostram mais propensos a reconhecer um risco maior de desestabilização.

Como "Xi já consolidou sua autoridade" no partido, poderá "usar sua posição para impor as decisões necessárias para bloquear a dívida", considera o Economist Intelligence Unit.

Em outros setores, eles são mais céticos: "A China vai continuar, provavelmente, priorizando o crescimento, mais que a redução da dívida", avalia Balding.

- Controle do Estado -

Xi poderá acelerar as reformas, mas isso não mudará sua "reticência em afrouxar o controle do Estado" sobre a economia, insiste Julian Evans-Pritchard, da Capital Economics.

Pequim tenta, justamente, reforçar seus grupos estáticos, fundindo alguns deles para criar grandes conglomerados, como nas ferrovias e na energia, abrindo seu capital a investidores privados.

Mas essas reformas, que teriam que melhorar sua eficácia, "não impedem que o Estado mantenha um ingerência excessiva (...), muitas vezes contrária à performance", diz Evans-Pritchard.

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AFP