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(2016) Imagens da Agência Espacial Europeia mostram o local de pouso do módulo europeu Schiaparelli antes de sua queda em Marte

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Um software se viu perturbado "por informações contraditórias" imediatamente antes da aterrissagem em Marte. Esta é uma das conclusões da investigação encomendada pela Agência Espacial Europeia (ESA) sobre o acidente com o módulo europeu Schiaparelli em 19 de outubro do ano passado.

A aventura do módulo de aterrissagem experimental, que acabava de realizar uma viagem de sete meses para Marte levando uma sonda russo-europeia, terminou brutalmente com uma queda livre de 3,7 km.

O impacto com o solo ocorreu a uma velocidade de 540 km/h.

A investigação, conduzida por peritos independentes sob a presidência do inspetor-geral da ESA, divulgada na internet na quarta-feira à noite, confirma a primeira hipótese avançada pela agência em novembro.

Também faz uma série de recomendações para evitar tais "falhas ou fraquezas" no futuro, segundo a agência.

Europa e Rússia preparam uma missão conjunta, ambiciosa e delicada, que planeja enviar a Marte em 2020 um robô móvel encarregado de perfurar o solo para tentar encontrar sinais de vida passada.

"Há claramente uma série de questões que deveriam ter recebido mais atenção na preparação, validação e verificação do sistema de entrada, descida e aterrissagem", observa David Parker, diretor de voos tripulados e robótica da ESA.

"Vamos considerar as lições" do episódio para a preparação da missão ExoMars 2020, acrescentou.

Até agora, apenas os americanos conseguiram pousar em Marte aparelhos experimentais.

O relatório da investigação europeia salienta que o módulo experimental Schiaparelli "esteva muito perto de pousar com sucesso em Marte no lugar previsto".

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