As evidências para realizar um julgamento político por conduta imprópria contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, são "esmagadoras", diz o relatório final da investigação da Câmara dos Deputados, conhecido nesta terça-feira.

"As provas da má conduta do presidente são esmagadoras, assim como as evidências de sua obstrução ao Congresso", diz o relatório, destinado a apoiar acusações formais contra Trump.

"A investigação constata que o presidente Trump, pessoalmente e atuando por meio de agentes dentro e fora do governo dos EUA, solicitou a ingerência em um governo estrangeiro, o da Ucrânia, para favorecer sua reeleição".

A Casa Branca reagiu em seguida, afirmando que não foi encontrada "nenhuma prova" contra Trump.

"Esse relatório não mostra nada mais do que as frustrações" dos democratas, "lê-se como as divagações de um blogueiro de pouca relevância que tenta demonstrar algo embora esteja claro que não tem", disse a porta-voz do governo Stephanie Grisham.

O presidente americano é investigado por ter pedido ao seu par ucraniano, Volodimir Zelenski, que investigasse o democrata Joe Biden, um de seus possíveis rivais nas eleições presidenciais de 2020.

Durante dois meses, o Comitê de Inteligência da Câmara dos Representantes realizou uma investigação para determinar se houve abuso de poder por parte de Trump para pressionar Kiev, congelando uma ajuda militar de aproximadamente 400 milhões de dólares destinada ao país.

Segundo o relatório, existem "provas esmagadoras" sobre duas questões: "o presidente condicionou um convite à Casa Branca e uma ajuda militar à Ucrânia ao anúncio de investigações favoráveis para sua campanha" e "obstruiu" as pesquisas.

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