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Investigar origem de um vírus deveria ser 'rotina', diz especialista da OMS

Membros da equipe da OMS enviada a Wuhan, China, posa para foto em 10 de fevereiro de 2021. À esquerda, a virologista holandesa Marion Koopmans afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 10. março 2021 - 20:33
(AFP)

A equipe de especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS) enviada à China para investigar as origens do coronavírus defendeu, nesta quarta-feira (10), que estas missões sejam habituais, após meses de discussões com Pequim.

"Por que não fazê-lo a cada epidemia, como uma rotina? (...) Isto deveria ser normal", declarou em coletiva de imprensa uma das integrantes desta missão, a virologista holandesa Marion Koopmans.

A especialista pediu aos membros da OMS para debater a possibilidade de enviar sistematicamente missões deste tipo a cada epidemia para evitar que sejam consideradas "um castigo".

Apesar das reticências de Pequim, a missão da OMS pôde, finalmente, viajar para a China em janeiro, mais de um ano após o aparecimento do novo coronavírus no fim de 2019, em Wuhan.

Esta cidade de 11 milhões de habitantes foi o primeiro lugar do mundo onde foi reportado um caso de covid-19. Desde então, a doença matou mais de 2,6 milhões de pessoas no mundo.

Após quatro semanas no terreno, os especialistas internacionais finalizaram sua missão no começo de fevereiro sem alcançar conclusões definitivas.

Os especialistas consideram que a origem da covid-19 está nos morcegos e poderia ter passado aos humanos através de outro mamífero.

A missão, que apresentou suas primeiras conclusões em Wuhan em 9 de fevereiro, não pôde esclarecer onde e quando a pandemia realmente começou.

O relatório final está previsto para a semana de 15 de março, segundo a OMS.

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