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A China está investigando as práticas comerciais das automobilísticas, entre as quais estão a Audi, a Chrysler e as concessionárias da BMW, que foram consideradas culpadas por "práticas monopolísticas".

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Os investimentos estrangeiros na China caíram em julho no nível mais baixo dos últimos dois anos, afirmou o governo, desmentindo que os reguladores chineses pretendam investigar a fundo as empresas estrangeiras.

Os investimentos estrangeiros diretos (IED) no país, excluindo o setor financeiro, recuaram 16,95% em julho em relação ao mesmo mês do ano passado, a 7,81 bilhões de dólares, informou na segunda-feira o ministério chinês de Comércio.

Trata-se do menor volume de IED desde julho de 2012, com forte queda também em relação ao mês anterior: o IED em junho teve um pequeno avanço de 0,2% em relação ao mesmo período do ano passado, a 14,42 bilhões de dólares.

Nos sete primeiros meses do ano, os investimentos estrangeiros caíram 0,35% em comparação ao mesmo período de 2013, a 71,14 bilhões de dólares.

Após investigar, no ano passado, as práticas comerciais dos grandes grupos farmacêuticos estrangeiros e do setor agroalimentar, as autoridades chinesas anunciaram nos últimos dois meses que estão investigando agora as empresas de informática e as fabricantes de automóveis.

Entre as automobilísticas, estão a Audi, a Chrysler e as concessionárias da BMW que foram consideradas culpadas por "práticas monopolísticas".

"Todos os atores do mercado têm que respeitar a lei (...) e devem ser submetidos a sanções quando a infringem", disse Shen Danyang, porta-voz do ministério de Comércio.

O Japão lidera a lista de queda de investimentos na China nos sete primeiros meses do ano, com 45,4% a menos, a 2,83 bilhões de dólares, coincidindo com o aumento da tensão geopolítica entre Pequim e Tóquio.

Os investimentos dos Estados Unidos recuaram 17,4%, a 1,81 bilhão de dólares, e os da União Europeia (UE), 17,5%, a 3,83 bilhões.

Já os investimentos do Reino Unido cresceram 61,2% e os da Coreia do Sul, 34,6%.

Para o ano, espera-se que o IED registre um ritmo de crescimento próximo ao de 2013, disse Shen Danyang, que acredita que as "empresas estrangeiras não vão se assustar com as investigações em vigor".

Por outro lado, os investimentos chineses no exterior, excluindo o setor financeiro, têm sido vigorosos: cresceram 84,9% anuais em julho, a 9,21 bilhões de dólares. Os principais destinos foram os Estados Unidos (+12,8), e os países da UE, que tiveram os investimentos quadruplicados. Na Rússia e no Japão, os investimentos chineses cresceram respectivamente 91,1% e 160,9% em um ano.

Pequim quer fomentar os investimentos no exterior para garantir o abastecimento de matérias-primas e mercados para suas exportações.

AFP