Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

O chanceler do Irã, Mohammad Zarif

(afp_tickers)

O Irã aceitará participar da luta contra o Estado Islâmico (EI) no Iraque em troca de avanços nas negociações nucleares com as grandes potências, afirmou o chefe da diplomacia iraniano, Mohamed Javad Zarif, citado nesta quinta-feira pela imprensa.

A França, integrante do grupo 5+1 (China, Estados Unidos, França, Reino Unido, Rússia e Alemanha) que negocia com Teerã, pediu na quarta-feira que todos os países do Oriente Médio, incluindo o Irã, atuem juntos contra os jihadistas que conquistaram em alguns meses boa parte do território no Iraque e na Síria.

O Irã confirmou, por sua vez, que as negociações começaram com alguns países europeus para abordar a luta contra o EI.

"Se aceitamos fazer algo no Iraque, a outra parte nas negociações deve fazer algo em troca", disse Zarif, citado pela agência oficial Irna, em declarações à televisão pública.

"Ainda não está muito claro o que temos que fazer no Iraque, assim como não está o que (o grupo 5+1) tem que fazer. É, precisamente, a parte difícil", acrescentou, citado pela agência Mehr.

Também pediu novamente que sejam levantadas todas as sanções econômicas decretadas pela ONU, Estados Unidos e União Europeia para tentar parar o programa nuclear de Teerã, suspeito se querer se dotar de uma bomba atômica.

Segundo ele, o 5+1 "deve adotar uma resolução do Conselho de Segurança para levantar todas as sanções impostas ao Irã".

"Como ainda não fechamos nenhum acordo, o 5+1 não adotou nenhuma resolução. Mas se chegarmos a um acordo, será indispensável", afirmou.

As grandes potências e o Irã devem retomar suas negociações em setembro. As duas partes tentarão fechar até o dia 24 de novembro um acordo global que garanta o caráter exclusivamente pacífico do programa iraniano, em troca da suspensão das sanções internacionais.

Irã e Estados Unidos falaram brevemente da ofensiva jihadista no Iraque em junho, durante as negociações nucleares. Mas os dois países, que não têm relações diplomáticas há 34 anos, descartaram qualquer cooperação militar contra o EI.

AFP