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Hassan Rohani fala ao Parlamento

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O Irã vai continuar a desenvolver seu programa armamentista, incluindo o balístico, conforme necessário, garantiu neste domingo o presidente iraniano, Hassan Rohani, enquanto o Congresso americano prepara novas sanções contra o programa de mísseis de Teerã.

"Para defender a nossa nação e a nossa integridade territorial, vamos construir todas as armas necessárias", afirmou Rohani em um discurso no Parlamento.

"Construiremos mísseis porque não viola nenhuma regra internacional, nem mesmo a Resolução 2231 do Conselho de Segurança das Nações Unidas", acrescentou Rohani.

Adotada em julho de 2015, esta resolução chancela o acordo nuclear concluído entre o Irã e o Grupo das Seis grandes potências (Alemanha, China, Estados Unidos, França, Reino Unido, Rússia).

Este acordo permitiu o levantamento das sanções econômicas da ONU e ocidentais impostas ao Irã devido ao seu programa nuclear. Em troca, Teerã concordou em restringir seu programa, a fim de garantir sua natureza pacífica.

Sobre a questão dos mísseis, a resolução 2231 impõe ao Irã "não se envolver em qualquer atividade de mísseis balísticos concebidos para transportar armas nucleares" por um período máximo de oito anos.

Desde então, o Irã realizou vários disparos de testes de mísseis balísticos. Teerã justifica os tiros afirmando que nenhum dos seus mísseis é projetado para transportar armas nucleares.

Mas para vários membros do Grupo dos Seis, incluindo França e Estados Unidos, esses tiros são contrários à resolução 2231.

Em 26 de outubro, os legisladores americanos aprovaram uma lei em primeira leitura para impor "sanções contra as entidades do governo iraniano envolvidas no desenvolvimento do programa balístico do país".

Em um discurso contra a República Islâmica, que ele acusou de semear o caos no Oriente Médio, o presidente dos Estados Unidos Donald Trump ameaçou, em meados de outubro, tirar seu país do acordo nuclear "a qualquer momento" e pediu ao Congresso novas sanções econômicas contra Teerã.

Para Teerã, as novas sanções americanas e as declarações hostis de Trump constituem uma violação do acordo nuclear de 2015.

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AFP