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O Irã reiterou neste domingo sua "vontade de cooperar" com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) para esclarecer o seu polêmico programa nuclear, durante uma visita a Teerã do chefe da agência das Nações Unidas

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O Irã reiterou neste domingo sua "vontade de cooperar" com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) para esclarecer o seu polêmico programa nuclear, durante uma visita a Teerã do chefe da agência das Nações Unidas, Yukiya Amano.

A agência, com sede em Viena, é responsável por verificar se o Irã está respeitando o seu compromisso de congelar em parte suas atividades nucleares, como parte de um acordo provisório alcançado com o Grupo 5+1 (Estados Unidos, Rússia, Reino Unido, França, China e Alemanha) e que tem sido aplicado desde janeiro.

As duas partes devem chegar a um acordo final que garanta a natureza exclusivamente pacífica do programa iraniano em troca do levantamento completo das sanções internacionais que asfixiam a economia iraniana.

Amano chegou a Teerã neste domingo para uma visita de um dia, a fim de favorecer o "diálogo e a cooperação" com o Irã, de acordo com a AIEA.

Ele se reuniu pela manhã com o ministro das Relações Exteriores, Mohammad Javad Zarif, e com o presidente Hassan Rohani.

Durante seu encontro com Rohani, o chefe da AIEA declarou que espera "que esta cooperação continue em um estado de espírito mais cooperativo".

"O objetivo da agência é avançar passo a passo para resolver as questões pendentes", acrescentou.

Rohani reiterou, por sua vez, que "as armas de destruição em massa não têm vez na doutrina de defesa" do Irã. Ele desejou ainda que a AIEA desempenhe "um papel mais ativo" para concluir a transparência do programa nuclear iraniano.

Um encontro com o chefe da Organização de Energia Atômica do Irã, Ali Akbar Salehi, está agendado para a parte da tarde.

Zarif insistiu sobre a "vontade da República Islâmica do Irã de cooperar com a AIEA, único organismo internacional competente em questão nuclear", segundo a agência de notícias oficial IRNA.

Yukiya Amano elogiou em junho os esforços de transparência da parte de Teerã e o "diálogo substantivo" iniciado com a AIEA.

A última visita de Amano ao Irã remonta a novembro de 2013, quando a agência iniciou discussões separadas para obter respostas sobre evidências "críveis" de que o Irã realizou pesquisas com o objetivo de fabricar armas atômicas antes de 2003 e, possivelmente, depois desse período.

O Irã nega veementemente qualquer esforço neste sentido, mas em 23 de maio a AIEA informou que o Irã havia, pela primeira vez desde 2008, fornecido informações sobre as possíveis dimensões militares (PMD) de seu programa, em particular sobre testes de detonadores.

Teerã deve responder até 25 de agosto a mais uma série de perguntas da Agência em relação a tais experimentos com explosivos em grande escala.

Depois de seis rodadas de negociações desde fevereiro entre o Irã e o 5+1, as duas partes parecem ter aproximado as suas posições sobre determinadas questões, incluindo sobre o reator de água pesada de Arak, que poderia fornecer plutônio que entra na composição da bomba atômica, e sobre o aumentou das inspeções das instalações nucleares iranianas.

Mas profundas divergências permanecem sobre as questões fundamentais do enriquecimento de urânio e do levantamento das sanções internacionais.

Em julho, as duas partes fixaram a data de 24 de novembro para chegar a um acordo definitivo. As negociações serão retomadas antes da Assembleia Geral anual das Nações Unidas, que abre no dia 16 de setembro.

"Mesmo se alcançarmos um acordo global durante as negociações com o 5+1, ainda vamos precisar de tempo para negociar os detalhes. Consequentemente, é improvável que um resultado definitivo seja alcançado antes de um período de quatro meses", declarou Zarif recentemente.

AFP