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A embaixadora Nikki Haley discursa nas Nações Unidas

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O Irã pode se tornar uma nova Coreia do Norte se não for corrigido o recente acordo nuclear entre as grandes potências e a república islâmica, alertou nesta terça-feira a embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Nikki Haley.

Donald Trump tem que decidir antes de meados de outubro se certifica ou não perante o Congresso americano que Teerã está respeitando os termos do acordo de não proliferação, assinado em 2015 por estes dois países e outras cinco potências (Rússia, China, Grã-Bretanha, França e Alemanha).

O presidente deve renovar esta assinatura a cada 90 dias e, apesar de que durante sua campanha prometeu que "destroçaria" o convênio, já o ratificou em duas ocasiões.

No entanto, a próxima instância é acompanhada particularmente de perto porque nas últimas semanas Washington denunciou em várias oportunidades a conduta do Irã no tema.

Nikki Haley, na primeira linha sobre este tema, não deu pistas sobre a decisão de Donald Trump.

Ela disse, no entanto, que se o presidente "resolvesse não dar sua certificação, teria boas razões" para fazê-lo, declarou durante intervenção no 'think tank' American Enterprise Institute de Washington. Ele argumentou que de qualquer forma não está necessariamente de acordo com esta opção.

"Os dirigentes iranianos querem utilizar o acordo para tomar o mundo como refém", afirmou. "Se continuamos dizendo que 'veremos depois', teremos que fazer frente a uma nova Coreia do Norte", advertiu.

A embaixadora americana pediu que se veja "o tabuleiro em seu conjunto" e não "cada peça do quebra-cabeças em separado".

Ela considerou em particular que o respeito de parte do Irã dos limites técnicos para o enriquecimento de urânio e das centrífugas não era suficiente para certificar o acordo.

Também repassou as razões históricas que os Estados Unidos têm para desconfiar das intenções do governo iraniano, e afirmou que o governo Trump considera o convênio de 2015 muito imperfeito, por não suprimir o programa nuclear iraniano, mas simplesmente suspendê-lo e não prever a realização de inspeções internacionais às instalações militares iranianas, entre outros pontos.

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AFP