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(Arquivo) Aiatolá Ali Khamenei

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Sessenta e sete pessoas foram detidas no Irã nas últimas semanas dentro de uma campanha anticorrupção aprovada pelo guia supremo, Ali Khamenei, anunciou neste domingo a Autoridade Judicial.

Também foram proibidos de deixar o país uma centena de funcionários, informou o porta-voz da Autoridade Judicial, Gholamhosein Mohseni Ejei.

"Nosso inimigo, Estados Unidos, decidiu nos pressionar e tem a intenção de pressionar a nossa economia, mas não conseguirá", declarou Ejei, segundo a agência de notícias Mizan, órgão da Autoridade Judicial.

Segundo ele, algumas pessoas tentam se beneficiar da situação no Irã, principalmente por meio do contrabando de artigos de primeira necessidade.

Neste sábado, o aiatolá Ali Khamenei aprovou uma investigação do chefe da Autoridade Judicial, Sadegh Larijani, para criar um tribunal especial que julgue as pessoas acusadas de crimes econômicos.

"O objetivo é que a penas das pessoas culpadas de corrupção econômica sejam aplicadas de forma justa e o mais rapidamente possível", publicou o guia supremo em seu site.

A pressão crescente exercida pelos Estados Unidos sobre o Irã, com o restabelecimento das sanções e a sua retirada do acordo sobre o programa nuclear iraniano, fez aumentar o descontentamento dos iranianos, desesperados com as dificuldades econômicas de seu país.

A decisão das autoridades de impor, em abril, uma taxa de câmbio fixa e fechar as lojas de câmbio provocou uma onda de especulação no mercado negro, enquanto autoridades são suspeitas de corrupção por se beneficiarem do dólar a taxas preferenciais.

Desde então, o governo anunciou uma suavização das medidas que regulam a taxa de câmbio, e o vice-governador do Banco Central foi detido, bem como outras autoridades acusadas de corrupção e especulação.

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AFP