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Iraniana lamenta a morte de vítima do terremoto na cidade de Sar-e Pol-e Zahab, na província de Kermanshah

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O governo iraniano prometeu nesta terça-feira uma ação enérgica para acabar com as dificuldades enfrentadas pelas pessoas afetadas pelo terremoto de domingo, que deixou 430 mortos e 7.460 feridos na província de Kermanshah.

O terremoto também deixou oito mortos no Iraque.

Com a aproximação do inverno, a ajuda aos desabrigados na região oeste do Irã representa um desafio. De acordo com uma estimativa oficial, 12.000 casas foram destruídas e 15.000 afetadas pelo tremor de 7,3 graus de magnitude.

"As operações de busca chegam ao fim e as equipes avaliam a situação de modo permanente para saber se ainda há pessoas para retirar dos escombros", declarou Behnam Saidi, porta-voz da célula de crise do governo.

De acordo com as autoridades, sete cidades e quase 2.000 vilarejos sofreram danos. Várias localidades foram devastadas e dezenas de milhares de famílias dormiram pela segunda noite consecutiva fora de suas casas.

"A urgência agora é apresentar soluções de alojamento y alimentação", disse Pir Hosein Koolivand, diretor do Serviço Nacional de Resgate.

O presidente iraniano, Hassan Rohani, viajou durante a manhã para Kermanshah (420 km ao sudoeste de Teerã) e visitou Sar-e Pol-e Zahab, a cidade mais afetada pela tragédia.

- Resistência -

"Quero assegurar a todos os que sofrem que o governo começou a atuar com todo seu poder e que se esforça para resolver (os problemas) o mais rápido possível", afirmou Rohani, que pediu a todos os envolvidos na reconstrução que trabalhem de forma coordenada.

Os terremotos são frequentes no Irã: o tremor de dezembro 2003 que destruiu a cidade histórica de Bam e deixou 31.000 mortos e o de junho de 1990 (40.000 mortos no norte do país) permanecem na memória do país.

As zonas afetadas pela catástrofe foram, entre 1980 e 1988, um campo de batalha na guerra entre Irã e Iraque e conservam os estigmas, em particular Sar-e Pol-e Zahab, símbolo da resistência iraniana no conflito iniciado por Bagdá.

O país respeita um dia de luto nesta terça-feira, incluindo a imprensa.

A província de Kermanshah tem uma população majoritariamente curda.

A necessidade de ajuda básica é crucial.

"Enviamos ambulâncias aos vilarejos das zonas afetadas pelo terremoto para ajudar as pessoas auxiliadas na segunda-feira", disse Koolivand, que também mencionou a mobilização de "equipes de apoio psicológico".

O governo anunciou na segunda-feira o envio de 22.000 barracas, 52.000 cobertores e quase 17 toneladas de arroz e 100.000 latas de alimentos em conserva. Também foram distribuídas mais de 200.000 garrafas de água.

Várias autoridades locais, no entanto, consideram que os esforços do Estado ainda são insuficientes para responder à necessidade dos afetados.

O governo afirmou que a distribuição de água e energia elétrica estava sendo progressivamente restabelecida na maior parte das zonas afetadas.

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AFP