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Um membro do Serviço Iraquiano de Luta contra o Terrorismo na Cidade Velha de Mossul, em 6 de julho de 2017

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Teerã e Bagdá assinaram neste domingo um acordo preliminar para reforçar a cooperação militar entre os dois países vizinhos e afirmaram seu compromisso com a "unidade" do Iraque, informou a agência de imprensa oficial iraniana Irna.

O acordo, assinado em Teerã na presença do ministro da Defesa iraquiano, é sobre "um amplo plano de cooperação militar", especialmente na "luta contra o terrorismo e o extremismo", segundo a Irna.

Durante sua visita, o ministro iraquiano Irfan al-Hiyali se encontrou com o presidente do Parlamento iraniano, Ali Larijani, e com o secretário do Conselho supremo de segurança nacional no Irã, Ali Chamkhani, que insistiram no compromisso do Irã com a "unidade" do Iraque.

"O Irã apoia todos os grupos e comunidades étnicas no Iraque", afirmou Larijani, segundo a radiotelevisão iraniana. "Continuaremos ao lado da nação e do governo iraquianos, como fizemos até agora, durante a fase de reconstrução" do país, assegurou.

Ressaltou, ainda, a importância de preservar a unidade do Iraque "porque o grupo Estado Islâmico não teria podido intervir se não houvesse divergências políticas" nesse país, onde o Irã apoia financeira e militarmente a luta contra o jihadismo.

"Combatemos os terroristas para que o Iraque continue estável e unido", respondeu o ministro iraquiano, diante da intenção das autoridades curdas do Iraque de organizar um referendo sobre a independência em setembro.

"Não deixaremos nenhuma parte política desintegrar o Iraque. Não permitiremos que a vitória seja afetada", acrescentou.

O Irã xiita, com uma população de 80 milhões de habitantes, dos quais seis milhões são curdos, conseguiu estabelecer relações estreitas com o Iraque, de maioria xiita, e se opõe a qualquer forma de referendo. Esta também é a posição da vizinha Turquia.

Chamkhani advertiu, ao receber o ministro iraquiano, que "qualquer tendência separatista abre caminho para (...) a insegurança e a instabilidade".

AFP